Rio de Janeiro, 18 de Março de 2026

Ato de servidores cobra recomposição no Palácio Guanabara

Cerca de mil servidores estaduais realizam ato no Palácio Guanabara, reivindicando recomposição salarial referente ao período de 2017 a 2021.

Quarta, 18 de Março de 2026 às 14:29, por: CdB

Ato reúne cerca de mil participantes e inclui profissionais da educação e outras categorias.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Servidores estaduais realizaram, nesta quarta-feira, uma paralisação unificada de 24 horas em todo o Estado do Rio. O movimento reuniu cerca de mil participantes que marcharam até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, cobrando por recomposição salarial referente ao período entre 2017 e 2021.

Ato de servidores cobra recomposição no Palácio Guanabara | Servidores em paralisação cobram reajuste no Guanabara
Servidores em paralisação cobram reajuste no Guanabara

A ação contou com profissionais da educação e outras categorias do funcionalismo público. Também estiveram presentes os deputados estaduais Prof Josemar (PSOL), Marina do MST (PT) e Lilian Behring (PCB).

Em Niterói, os servidores começaram a mobilização por volta das 7h. Às 9h, o grupo se concentrou em frente ao Liceu Nilo Peçanha, no Centro da cidade, de onde seguiu para o ato unificado na capital.

A manifestação principal começou no Largo do Machado, com concentração às 10h. Em seguida, os participantes seguiram em marcha até o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, sede do governo estadual.

Equipes da CET-Rio, Guarda Municipal e Polícia Militar acompanham o ato e orientam o tráfego. O Túnel Santa Bárbara acabou interditado no acesso pelo Elevado 31 de Março, na altura da Avenida Salvador de Sá por onde é feito o desvio. Para motoristas que trafegam pela região, a orientação é ir optar pelo Túnel Rebouças ou Aterro do Flamengo.

Pedidos de reajuste

De acordo com o Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe), a paralisação ocorre em protesto contra a ausência de reajustes salariais nos últimos três anos. A categoria também cobra o pagamento das parcelas restantes da recomposição salarial referente ao período entre 2017 e 2021, prevista em lei aprovada pela Assembleia Legislativa.

Segundo os organizadores, apenas a primeira parcela, equivalente a 13,05% de um total de 26%, foi paga até o momento. A mobilização também reúne servidores da ativa e aposentados, que reivindicam o cumprimento integral da recomposição.

Em nota, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, que teve as aulas suspensas, disse que reconhece a necessidade da recomposição salarial:

“Devido à ampla adesão de servidores técnicos e docentes à paralisação, uma parte considerável das atividades de ensino da Universidade está suspensa no dia de hoje. A Uerj reconhece a necessidade de recomposição salarial, conforme previsto em lei“, afirmou.

O que diz o Governo?

Em nota, o Governo do Estado do Rio afirmou que trabalha para equilibrar as contas públicas enquanto ajusta o processo de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Leia a nota na íntegra:

“O Governo do Estado trabalha para garantir a saúde financeira do Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, implementar políticas de valorização do funcionalismo, por meio de uma gestão planejada, de medidas para equilibrar despesas e receitas e de ações para aumentar a arrecadação.

Enquanto ajusta o processo de adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), o Estado encontra-se sob as regras do Regime de Recuperação Fiscal, sob efeito de liminar, com um cenário fiscal ainda desafiador sob o princípio do equilíbrio das contas públicas”.

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