Rio de Janeiro, 22 de Outubro de 2026

Arrecadação federal apresenta avanço real frente o ano passado

A cifra também reflete uma expansão real de 7% ante os R$ 2,23 trilhões apurados nos primeiros nove meses do ano anterior, marcando igualmente um topo...

Quinta, 22 de Outubro de 2026 às 18:43, por: CdB

A cifra também reflete uma expansão real de 7% ante os R$ 2,23 trilhões apurados nos primeiros nove meses do ano anterior, marcando igualmente um topo histórico para o período.

Por Redação, com ABr – de Brasília

Movimentada pelo desempenho positivo da atividade econômica no país; além de mudanças promovidas na tributação e do encarecimento do petróleo no mercado internacional, a arrecadação da União totalizou R$ 239,4 bilhões no mês de setembro.

o resultado se estabelece como o maior patamar já aferido para meses de setembro na série histórica mantida pela Receita Federal (RF), iniciada em 1995

O volume financeiro, englobando impostos, contribuições e receitas diversas, representa um avanço real de 5,6% frente ao mesmo intervalo do ano anterior — período em que foram recolhidos R$ 226,6 bilhões em valores devidamente atualizados pela inflação.

Com esse desempenho, o resultado se estabelece como o maior patamar já aferido para meses de setembro na série histórica mantida pela Receita Federal (RF), iniciada em 1995. A trajetória ascendente também se consolida no acumulado de janeiro a setembro: o montante somou R$ 2,35 trilhões nominais, alcançando R$ 2,38 trilhões ao se aplicar a correção inflacionária.

Produção

A cifra também reflete uma expansão real de 7% ante os R$ 2,23 trilhões apurados nos primeiros nove meses do ano anterior, marcando igualmente um topo histórico para o período.

Vários pilares sustentam esse incremento nas contas públicas. A dinamização do mercado interno atuou em conjunto com a valorização da commodity petrolífera, cuja cotação foi inflacionada por tensões geopolíticas envolvendo Estados Unidos e Irã.

O cenário elevou os ganhos governamentais advindos de compensações financeiras pela exploração e de participações na produção, além de ser complementado pela instituição de alíquota extraordinária sobre as remessas do produto ao exterior.

Operações

Em paralelo, medidas fiscais implementadas ao longo do atual ciclo governamental impulsionaram o recolhimento de receitas. Entre os fatores de maior impacto figuram as alterações na tributação incidente sobre fundos de alta renda e ativos mantidos no exterior, a revisão de subvenções estaduais e o reajuste nos combustíveis aplicado em 2023. Somam-se a esse arcabouço a reoneração progressiva das folhas de pagamento, o encerramento de incentivos voltados ao setor de eventos, a elevação do imposto sobre operações financeiras de crédito e câmbio e as novas regras sobre os juros sobre capital próprio.

O avanço na arrecadação permanece como a principal aposta da equipe econômica para tentar atingir as metas das contas públicas em 2026. A meta oficial estabelecida para o exercício prevê um resultado primário equivalente a 0,25% do Produto Interno Bruto, o que corresponde a cerca de R$ 34,3 bilhões. Contudo, as regras do arcabouço fiscal prevêem uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual para mais ou para menos, considerando o objetivo cumprido desde o equilíbrio fiscal exato até um superávit de R$ 68,6 bilhões.

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