Moretti disse também que o governo mantém o objetivo de retirar o benefício assim que houver dissipação do choque de preços do petróleo motivado pela guerra no Oriente Médio.
Por Redação – de Brasília
Ministro do Planejamento e Orçamento, o economista Bruno Moretti afirmou, nesta quinta-feira, que o governo tende a prorrogar a subvenção de R$2,12 por litro de diesel, que venceria nesta semana, mantendo o mesmo valor do benefício vigente hoje. Em entrevista coletiva para detalhar projeções fiscais, Moretti afirmou que a prorrogação pode ser de 30 dias, mas destacou que ainda não há decisão final, o que ocorrerá após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Moretti disse também que o governo mantém o objetivo de retirar o benefício assim que houver dissipação do choque de preços do petróleo motivado pela guerra no Oriente Médio. De acordo com o ministro, o governo segue a premissa de neutralidade fiscal com a adoção das medidas sobre combustíveis.
Segundo o executivo, o choque de preços do petróleo com o conflito militar gerou ao governo uma receita extraordinária de R$50 bilhões até o momento, enquanto o gasto com medidas de mitigação dos efeitos da guerra está em R$40 bilhões.
Produção
A Petrobras, por sua vez, adiantou que deve atrasar em um ano a entrada em operação de sua produção dedicada de combustível sustentável de aviação (SAF) para 2030, mas avança com a produção do produto por meio da rota de coprocessamento, conforme apresentação do diretor de Processos Industriais e Produtos da companhia, William França, nesta quinta-feira.
A primeira unidade 100% da Petrobras está prevista para entrar em operação na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), com 16 mil barris por dia de capacidade, em 2030, e não mais em 2029 conforme o previsto no plano de negócios para o período de 2026 a 2030.
Já as unidades dedicadas no Complexo Boaventura, em Itaboraí (RJ), com 19 mil barris por dia, e na Replan, em Paulínia (SP), com 10 mil barris por dia, agora estão previstas para a partir de 2031.