Rio de Janeiro, 25 de Setembro de 2026

Ministério do Planejamento abre margem para manter subsídio ao diesel

Moretti disse também que o governo mantém o objetivo de retirar o benefício assim que houver dissipação do choque de preços do petróleo motivado pela guerra no Oriente Médio.

Quinta, 24 de Setembro de 2026 às 18:26, por: CdB

Moretti disse também que o governo mantém o objetivo de retirar o benefício assim que houver dissipação do choque de preços do petróleo motivado pela guerra no Oriente Médio.

Por Redação – de Brasília

Ministro do Planejamento e Orçamento, o economista Bruno Moretti afirmou, nesta quinta-feira, que o governo tende a prorrogar a subvenção de R$2,12 por litro de diesel, que venceria nesta semana, mantendo o mesmo valor do benefício vigente hoje. Em entrevista coletiva para detalhar projeções fiscais, Moretti afirmou que a prorrogação pode ser de 30 dias, mas destacou que ainda não há decisão final, o que ocorrerá após consulta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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Moretti disse também que o governo mantém o objetivo de retirar o benefício assim que houver dissipação do choque de preços do petróleo motivado pela guerra no Oriente Médio. De acordo com o ministro, o governo segue a premissa de neutralidade fiscal com a adoção das medidas sobre combustíveis.

Segundo o executivo, o choque de preços do petróleo com o conflito militar gerou ao governo uma receita extraordinária de R$50 bilhões até o momento, enquanto o gasto com medidas de mitigação dos efeitos da guerra está em R$40 bilhões.

 

Produção

A Petrobras, por sua vez, adiantou que deve atrasar em um ano a entrada em operação de sua ​produção dedicada de combustível sustentável de ​aviação (SAF) para 2030, mas avança com a produção do produto por meio da rota de coprocessamento, conforme apresentação do diretor de Processos Industriais e ​Produtos da companhia, William França, ​nesta quinta-feira.

A primeira unidade 100% da Petrobras está prevista para entrar em operação ​na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), em Cubatão (SP), com 16 mil barris por dia de capacidade, em 2030, e não ‌mais em 2029 conforme o previsto ‌no plano ​de negócios para o período de 2026 a 2030.

Já as unidades dedicadas no Complexo Boaventura, em Itaboraí (RJ), com 19 mil ‌barris por dia, e na Replan, em Paulínia (SP), com 10 mil barris por dia, agora estão previstas para a partir de 2031.

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