Rio de Janeiro, 22 de Abril de 2026

Argentino é preso por injúria racial em Copacabana

Um argentino de 67 anos foi detido em Copacabana por injúria racial contra uma jovem. O caso reacende o debate sobre atitudes de turistas no Rio de Janeiro.

Quarta, 22 de Abril de 2026 às 13:55, por: CdB

Idoso de 67 anos foi detido após discussão em fila; caso reacende debate sobre episódios recentes envolvendo turistas argentinos no Rio.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Um argentino de 67 anos foi preso em flagrante na última segunda-feira, em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro, acusado de injúria racial contra uma jovem de 23 anos. A ocorrência foi registrada em um supermercado localizado na Rua Siqueira Campos, após intervenção de guardas municipais.

Argentino é preso por injúria racial em Copacabana | Turista argentino é detido por injúria racial no Rio
Turista argentino é detido por injúria racial no Rio

De acordo com o relato da vítima, ela aguardava na fila do caixa quando o homem, posicionado logo atrás, começou a reclamar da demora no atendimento. A situação evoluiu para uma discussão e, durante o desentendimento, o idoso teria proferido ofensas de cunho racista contra a jovem.

Prisão

A ação foi presenciada por outro argentino, que acionou uma dupla da Guarda Municipal que estava nas proximidades. Os agentes intervieram rapidamente, detiveram o suspeito e o conduziram à 12ª DP (Copacabana), onde o caso foi registrado.

A prisão em flagrante por injúria racial ocorre em meio ao endurecimento da legislação brasileira, que equipara esse tipo de crime ao racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível, conforme decisões recentes do Supremo Tribunal Federal (STF).

Casos recentes

O episódio em Copacabana acontece poucos meses após um caso semelhante envolvendo a advogada argentina Agostina Páez, que foi flagrada em janeiro imitando gestos de macaco contra funcionários de um bar em Ipanema. O caso teve ampla repercussão no Brasil e na Argentina.

Na ocasião, Agostina permaneceu cerca de três meses no Brasil sob medidas cautelares e deixou o país após pagar fiança de R$ 97 mil. Ela ainda deverá responder judicialmente pelo crime em território brasileiro.

A polêmica ganhou novos contornos após a divulgação de um vídeo envolvendo o pai da advogada, o empresário Mariano Páez. Poucas horas após a chegada da filha à Argentina, ele foi flagrado reproduzindo gestos racistas em um bar na cidade de Santiago del Estero.

De acordo com a imprensa argentina, o registro foi feito na madrugada seguinte ao retorno de Agostina ao país. O jornal La Nación classificou o caso como “um escândalo sem fim”, enquanto o Clarín descreveu a atitude como uma provocação. Já o Diario Popular destacou a continuidade da crise com a divulgação das imagens.

Edições digital e impressa