Poucas horas depois de a jovem retornar ao seu país, seu pai, o empresário Mariano Páez, foi flagrado em vídeo reproduzindo os mesmos gestos racistas que desencadearam o processo penal contra a filha.
Por Redação, com Página 12 – de Buenos Aires
A imprensa argentina mostrou, neste sábado, que o caso envolvendo a advogada Agostina Páez está longe de acabar. Ela passou mais de dois meses detida no Brasil após ser acusada de injúria racial contra funcionários de um bar na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Poucas horas depois de a jovem retornar ao seu país, seu pai, o empresário Mariano Páez, foi flagrado em vídeo reproduzindo os mesmos gestos racistas que desencadearam o processo penal contra a filha. Ele imitou movimentos de macaco em um bar de Santiago del Estero, no Norte do país.
O diário argentino La Nación classificou o caso como “um escândalo sem fim”, destacando a repetição do gesto que originou o processo contra a filha. Já o Clarín apontou a atitude como uma “provocação de um pai que não aprende”, enquanto o Diario Popular ressaltou a continuidade da crise, com a divulgação das imagens.
Processo
Segundo a imprensa argentina, o vídeo teria sido gravado na madrugada de sexta-feira, poucas horas após o retorno de Agostina ao país, depois de mais de dois meses no Brasil. Ela havia sido detida no Rio após um episódio em um bar da Zona Sul, onde, de acordo com relatos, fez gestos e proferiu falas de teor racista contra um funcionário.
A advogada deixou o Brasil após conseguir habeas corpus mediante pagamento de fiança e responde ao processo em liberdade. Antes de retornar à Argentina, afirmou ter vivido um “calvário” durante sua permanência no país, disse estar arrependida da forma como reagiu, mas negou ser racista.