O presidente norte-americano acusou os europeus de enviar militares à região por “razões desconhecidas” e disse que isso criava uma “situação muito perigosa para a segurança e sobrevivência do nosso planeta”.
Por Redação, com Reuters – de Berlim
Bastou a ameaça norte-americana de sancionar os países europeus que reforçaram a defesa da Groenlândia para a Alemanha voltar atrás na decisão. Antes de serem sancionados por Trump, os países atingidos pelas tarifas anunciaram o envio de alguns poucos soldados à ilha ártica para treinamento a convite da Dinamarca, que afirma querer aumentar a presença da Otan na região.

O presidente norte-americano acusou os europeus de enviar militares à região por “razões desconhecidas” e disse que isso criava uma “situação muito perigosa para a segurança e sobrevivência do nosso planeta”.
Neste domingo, após Trump ameaçar com a imposição de tarifas, a Alemanha anunciou a retirada dos 15 soldados mandados à Groenlândia, e que estavam lá desde a sexta-feira. Segundo um porta-voz do Exército, o grupo deixaria a região ainda neste domingo, após concluir uma missão preparatória para um exercício militar.
Exercício
Antes, o chefe do comando do Ártico, Søren Andersen, havia dito à agência dinamarquesa de notícias DPA que o exercício militar na Groenlândia continuaria por muitos meses.
— O que estamos fazendo atualmente é planejar um exercício de longo prazo, que continuará em 2026 e talvez até 2027 — afirmou Andersen.
As tropas estrangeiras, diz ele, ” estão aqui para explorar as possibilidades de treinamento conjunto”, e o convite estende-se aos EUA e a todos os demais membros o Tratado do Atlântico Norte.