Rio de Janeiro, 09 de Janeiro de 2026

Alckmin concorda que golpistas têm que cumprir penas de prisão

Geraldo Alckmin afirma que golpistas do 8 de janeiro devem ser punidos e elogia a liderança de Lula na defesa da democracia brasileira.

Quinta, 08 de Janeiro de 2026 às 19:57, por: CdB

Durante o acontecimento, Alckmin destacou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) na defesa da ordem democrática e afirmou que a reação institucional ao ataque golpista demonstrou a força da democracia brasileira.

Por Redação – de Brasília

Vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) afirmou, nesta quinta-feira, que os responsáveis pelos atos golpistas do 8 de Janeiro de 2023 devem ser responsabilizados de forma exemplar pelo Estado. A declaração ocorreu durante cerimônia no Palácio do Planalto que marcou os três anos da invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília.

Alckmin concorda que golpistas têm que cumprir penas de prisão | Ministro da Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin tende a deixar o governo para se candidatar ao Senado, por São Paulo
Ministro da Indústria, Comércio e Serviços, o vice-presidente Geraldo Alckmin tende a deixar o governo para se candidatar ao Senado, por São Paulo

Durante o acontecimento, Alckmin destacou o papel do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PL) na defesa da ordem democrática e afirmou que a reação institucional ao ataque golpista demonstrou a força da democracia brasileira. Alckmin dirigiu-se diretamente a Lula.

— Três anos se passaram do triste dia de 8 de janeiro de 2023. E quero dizer, presidente Lula, que foi sua liderança que salvou a democracia no Brasil. Se perdendo as eleições tentaram um golpe, imagine o que não teriam feito se tivessem vencido — afirma.

 

Sobral Pinto

O vice-presidente recorreu a referências históricas para sublinhar a centralidade da democracia como valor fundamental da vida pública. Ao citar o ex-governador Mário Covas, lembrou que divergências ideológicas não são o principal divisor na política.

— Os homens e as mulheres públicas podem ser um pouco mais à direita, à esquerda, altos, mais baixos, um pouco mais fortes, mais fracos; o que os diferencia é quem tem apreço pela democracia e quem não tem — observou.

Alckmin também evocou o jurista Sobral Pinto para reforçar a rejeição a regimes autoritários.

— A ditadura é a apoteose da violência, a consagração do crime, a negação direito. Ela merece combate implacável — concluiu.

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