Rio de Janeiro, 15 de Março de 2026

Afastamento do trabalho por agressão a mulheres, no país, dispara

Estudo revela aumento de 152% nos afastamentos por agressão a mulheres entre 2023 e 2025, impactando saúde e produtividade. Conheça os dados.

Domingo, 15 de Março de 2026 às 13:54, por: CdB

No período, foram registrados 122 casos de atestados médicos enviados via SuperApp VR pelos cerca de 4 milhões de trabalhadores da base de clientes da empresa, sendo 47% mulheres.

Por Redação, com ACS – de São Paulo

A violência contra a mulher não termina na porta de casa: ela chega ao trabalho e afeta diretamente a saúde, a renda e a produtividade feminina. Dados inéditos da VR, empresa de soluções para trabalhadores e empregadores, revelam que os afastamentos do trabalho por agressão contra mulheres cresceram 152% entre 2023 e 2025.

Afastamento do trabalho por agressão a mulheres, no país, dispara | É o que mostra Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher
É o que mostra Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher

No período, foram registrados 122 casos de atestados médicos enviados via SuperApp VR pelos cerca de 4 milhões de trabalhadores da base de clientes da empresa, sendo 47% mulheres. Somente em 2025, foram 58 ocorrências, acima dos 41 registros de 2024 e dos 23 casos de 2023, consolidando o maior patamar da série histórica.

A análise das Classificação Internacional de Doenças (CIDs) mostra que 85% dos afastamentos estão relacionados a agressões físicas, seguidos por maus-tratos (10%), negligência e abandono (3,2%) e agressão sexual por força física (0,82%). O segundo semestre concentra o maior número de ocorrências, especialmente entre setembro e dezembro, com pico em novembro. Regionalmente, São Paulo lidera os registros (45%), seguido por Paraná (11%), Goiás (7%) e Pernambuco (6%).

 

Corporações

Os dados acompanham o contexto nacional de aumento das notificações de violência contra a mulher e demonstram que o impacto vai além das estatísticas criminais, alcançando indicadores corporativos.

— Os números mostram que a violência contra a mulher também é uma questão de saúde do trabalho. O afastamento não é apenas consequência de um episódio isolado, ele representa impacto emocional, físico e financeiro que chega ao ambiente corporativo. As empresas precisam estar preparadas para acolher e apoiar essas trabalhadoras — disse Willian Gil, Diretor-Executivo de Pessoas, Jurídico e Governança Corporativa da VR.

Diante desse cenário, cresce a necessidade de políticas internas de suporte às colaboradoras em situação de vulnerabilidade. Programas estruturados de apoio tornam-se cada vez mais relevantes para empresas que buscam promover bem-estar e responsabilidade social.

Edições digital e impressa