As alegações finais apresentadas por Fernando Burlando duraram mais de três horas e foram as mais contundentes e emocionais desta etapa do julgamento sobre a morte do ex-jogador do Napoli.
Por Redação, com ANSA – de Buenos Aires
O advogado das filhas de Diego Maradona pediu, nesta quinta-feira, penas exemplares para os profissionais de saúde que atenderam o ídolo argentino e afirmou que o ex-jogador foi “assassinado a sangue frio”.

As alegações finais apresentadas por Fernando Burlando duraram mais de três horas e foram as mais contundentes e emocionais desta etapa do julgamento sobre a morte do ex-jogador do Napoli. O processo é realizado no tribunal de San Isidro, em Buenos Aires.
– Mataram um herói mitológico, e fizeram isso de maneira covarde, explorando sua saúde fragilizada. No início deste julgamento, afirmei que Diego foi assassinado. Hoje, repito: ele foi assassinado a sangue frio. E essa afirmação não se baseia mais apenas no que a defesa apresentou ou no que Dalma e Gianinna sustentaram. Hoje, essa tese fundamenta-se em todas as provas que surgiram ao longo destas audiências – declarou o advogado.
Burlando descreveu como um “chiqueiro” o local onde Maradona recebeu atendimento e afirmou que os profissionais de saúde responsáveis pelo ex-jogador “ignoraram sinais e sintomas que teriam alarmado qualquer pessoa”. O representante das filhas do ex-atleta também declarou que “o corpo de Diego clamava por socorro, mas a indiferença foi brutal”.
Homicídio
Pelo crime de homicídio simples com dolo eventual, Burlando pediu uma pena de 15 anos de prisão para o neurocirurgião Leopoldo Luque, 12 anos para Nancy Forlini, coordenadora da Swiss Medical, e 10 anos para a psiquiatra Agustina Cosachov. O advogado também solicitou cinco anos de prisão para o psicólogo Carlos Díaz e quatro anos para o enfermeiro Ricardo Almirón e seu supervisor, Mariano Perroni.
Em linha com a posição anteriormente adotada pelo Ministério Público, Burlando também pediu a absolvição do clínico geral Pedro Di Spagna, por considerar que ele não teve envolvimento nos fatos.
Maradona morreu em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos, após sofrer uma insuficiência cardíaca e um edema agudo de pulmão, cerca de duas semanas depois de passar por uma cirurgia para a retirada de um hematoma subdural.