Rio de Janeiro, 12 de Agosto de 2026

Maradona tinha sinais de insuficiência cardíaca antes de morrer, diz perito

De acordo com o perito, o edema indicava acúmulo de líquido associado à dificuldade do coração para bombear o sangue adequadamente.

Quarta, 12 de Agosto de 2026 às 14:47, por: CdB

De acordo com o perito, o edema indicava acúmulo de líquido associado à dificuldade do coração para bombear o sangue adequadamente.

Por Redação, com ANSA – de Buenos Aires

O craque argentino Diego Maradona, morto em 2020, apresentou “sinais de alerta” compatíveis com insuficiência cardíaca que teriam sido ignorados pelos médicos durante o tratamento domiciliar realizado antes de sua morte.

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A afirmação foi feita pelo perito forense Carlos Mauricio Cassinelli na terça-feira, durante o julgamento de sete profissionais de saúde acusados de possível negligência que pode ter contribuído para a morte do ídolo argentino.

Cassinelli coordenou a junta médica criada em 2021 pela Justiça argentina para analisar as circunstâncias da morte de Maradona.

Segundo ele, o ex-jogador apresentou sinais de piora progressiva nos dias que antecederam o óbito, entre eles edema nos membros inferiores, inchaço nos dedos, dificuldade para respirar, hipertensão e frequência cardíaca anormalmente elevada.

– Ninguém foi verificar a causa daquele inchaço – declarou o médico no tribunal, classificando a situação como um risco potencialmente fatal.

De acordo com o perito, o edema indicava acúmulo de líquido associado à dificuldade do coração para bombear o sangue adequadamente. “Esta acumulação de líquido, aliás, era um sinal secundário de insuficiência cardíaca. O coração não consegue bombear a quantidade de sangue que recebe, e o líquido começa a espalhar-se para outras partes do corpo”, explicou.

Equipe médica

Cassinelli afirmou ainda que a equipe médica tinha conhecimento dos sintomas, mas não alterou o tratamento nem a estratégia de acompanhamento do ex-jogador. Para o perito, a decisão de manter Maradona em tratamento domiciliar após a alta hospitalar foi um erro.

Segundo sua reconstituição, Maradona passou cerca de 12 horas em agonia antes de morrer. O ex-jogador do Barcelona e do Napoli sofreu uma insuficiência cardíaca e um edema agudo de pulmão cerca de duas semanas após ser submetido a uma cirurgia para a retirada de um hematoma subdural, em 25 de novembro de 2020, aos 60 anos.

Os sete réus negam responsabilidade pela morte e sustentam que Maradona, que tinha histórico de dependência de cocaína e álcool, morreu por causas naturais. 

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