Polícia Civil apura controle territorial armado, cobrança de taxas ilegais e prende suspeito na comunidade da Quitanda.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
A Polícia Civil fez, nesta quinta-feira, uma operação contra a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP) na comunidade da Quitanda, Complexo da Pedreira, Zona Norte do Rio. Até o momento, um homem foi preso em flagrante.

A ação é coordenada pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP) e conta com apoio de outras unidades do Departamento-Geral de Polícia Especializada (DGPE) e da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). O objetivo é cumprir mandados de busca e apreensão contra integrantes do tráfico que atuam na região.
Segundo as investigações, o grupo atua de forma estruturada, com divisão de funções entre os criminosos, incluindo liderança, gerência, segurança armada e distribuição de entorpecentes. A polícia também apura a participação dos investigados em outros crimes graves, como roubos e extorsões.
A Quitanda faz parte do Complexo da Pedreira, área considerada estratégica por causa da localização, usada para rotas do tráfico e roubos de carga, o que aumenta a disputa entre facções e os índices de violência pelo território.
Além do cumprimento das ordens judiciais, a operação busca apreender armas, drogas, celulares e outros materiais que possam fortalecer as investigações.
Os agentes também tentam reunir provas sobre o controle territorial armado e a imposição de extorsões contra moradores e comerciantes locais, prática que, segundo a polícia, é usada para explorar economicamente a comunidade.
Armas
A Polícia Civil apreendeu 160 armas de fogo e quase 8 mil projéteis em um estabelecimento comercial em São Gonçalo, na Região Metropolitana, na noite de quarta-feira. A operação contou com apoio do setor de inteligência do Exército Brasileiro.
A ação foi realizada por agentes da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), que identificaram a exposição e comercialização irregular do material. A operação é resultado de uma investigação que apura a falsificação de documentos públicos relacionados ao armazenamento e à propriedade das armas, além de suspeitas de comércio ilegal de armamentos e munições.
Entre os itens apreendidos em São Gonçalo estão 21 pistolas de diferentes calibres, 30 rifles automáticos e semiautomáticos, 51 revólveres, 64 espingardas e cerca de 7,8 mil munições. As armas são de marcas conhecidas, como CBC, Taurus, Imbel, Pardus e a israelense IWI.
Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam para verificar a autenticidade da documentação apresentada pelos responsáveis pelo estabelecimento e identificar possíveis envolvidos no esquema criminoso.