Rio de Janeiro, 13 de Maio de 2026

Ação policial em Teresópolis prende 27 ligados ao Comando Vermelho

Ação da Polícia Civil e do MPRJ resulta na prisão de 27 integrantes do Comando Vermelho em Teresópolis, revelando práticas de tortura e tráfico de drogas nas comunidades.

Quarta, 13 de Maio de 2026 às 14:20, por: CdB

Ação da Polícia Civil e do MPRJ mira integrantes da facção que atuavam no Complexo PPR, na Região Serrana do Rio.

Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro

Uma operação deflagrada nesta quarta-feira contra integrantes da facção criminosa Comando Vermelho resultou na prisão de 27 denunciados em Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro. A ação foi realizada após denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ), que investiga a atuação do grupo criminoso nas comunidades do Perpétuo, Pimentel e Rosário, conhecidas como Complexo PPR.

Ação policial em Teresópolis prende 27 ligados ao Comando Vermelho | Operação mira Comando Vermelho e resulta em 27 prisões
Operação mira Comando Vermelho e resulta em 27 prisões

Os mandados de prisão foram cumpridos por agentes da 110ª Delegacia de Polícia, com apoio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ) e do 30º Batalhão da Polícia Militar. A operação também foi acompanhada pela 2ª Promotoria de Justiça Criminal de Teresópolis.

Mandados

Segundo o MPRJ, a Justiça autorizou 46 mandados de prisão contra integrantes da organização criminosa. As ordens judiciais foram expedidas pela 2ª Vara Criminal de Teresópolis.

De acordo com as investigações, a atual liderança da facção assumiu o controle das comunidades após a transferência do antigo chefe do grupo, Robson Costa, conhecido como “Cavalo”, para um presídio federal. A denúncia aponta que a organização mantinha uma estrutura hierárquica bem definida, com divisão de funções entre os integrantes.

Investigação aponta torturas, ameaças e uso de menores.

Ainda conforme o Ministério Público, os criminosos impunham um clima de medo nas comunidades, utilizando ameaças constantes para impedir denúncias e garantir o silêncio dos moradores.

As investigações também revelaram que integrantes da facção praticavam agressões, torturas e até homicídios contra moradores, usuários de drogas e membros do próprio grupo que desobedecessem ordens internas.

O MPRJ afirma ainda que o tráfico de drogas era realizado de forma ostensiva em áreas próximas a escolas, praças e locais de grande circulação de pessoas. Crianças e adolescentes seriam usados em atividades ligadas à venda de entorpecentes e na vigilância armada das comunidades.

Facção também explorava serviços clandestinos.

Além do tráfico de drogas, a investigação aponta que o grupo criminoso buscava ampliar o domínio econômico nas comunidades por meio da exploração de atividades ilícitas paralelas, incluindo serviços clandestinos de internet.

Os denunciados vão responder pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. As investigações continuam para localizar os demais alvos da operação.

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