Rio de Janeiro, 08 de Janeiro de 2026

Washington ameaça recorrer a ação militar na Groenlândia

Casa Branca afirma que várias opções são consideradas, incluindo uso das Forças Armadas para assumir controle da ilha, que é um território autônomo da Dinamarca.

Quarta, 07 de Janeiro de 2026 às 10:34, por: CdB

Casa Branca afirma que várias opções são consideradas, incluindo uso das Forças Armadas para assumir controle da ilha, que é um território autônomo da Dinamarca.

Por Redação, com DW – de Washington

A Casa Branca afirmou na terça-feira que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e seu gabinete estão estudando várias opções para assumir o controle da Groenlândia e que elas incluem o uso das Forças Armadas.

Washington ameaça recorrer a ação militar na Groenlândia | Situada no Ártico, a Groenlândia é “prioridade de segurança nacional” para os EUA
Situada no Ártico, a Groenlândia é “prioridade de segurança nacional” para os EUA

– O presidente Trump deixou claro que a aquisição da Groenlândia é uma prioridade de segurança nacional para os Estados Unidos e que é vital para dissuadir nossos adversários na região ártica – comunicou a porta-voz Karoline Leavitt.

– O presidente e sua equipe estão analisando diversas opções para alcançar esse importante objetivo em política externa e, é claro, o uso das Forças Armadas americanas sempre é uma opção à disposição do comandante-chefe – acrescentou.

Miller: “Ninguém vai lutar contra os EUA”

O vice-chefe de Gabinete da Casa Branca, Stephen Miller, já havia afirmado que os EUA deveriam controlar a ilha e que “ninguém vai lutar militarmente contra os Estados Unidos pelo futuro da Groenlândia”.

– Com que direito a Dinamarca exerce controle sobre a Groenlândia? – questionou Miller.

Situada no Ártico, a Groenlândia é um território autônomo do Reino da Dinamarca, que é membro da Otan, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos.

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou na segunda-feira que um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan seria o fim da aliança militar.

– Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba. Isso inclui a nossa Otan e com ela a segurança que é fornecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial – disse Frederiksen em entrevista à emissora TV2, classificando a situação como grave.

Compra ou acordo comercial

Por sua vez, o enviado especial de Trump para a Groenlândia, Jeff Landry, defendeu nesta terça-feira a independência da ilha com acordos econômicos com Washington e descartou que o presidente americano queira tomá-la à força.

– Acredito que o presidente apoie uma Groenlândia independente com vínculos econômicos e oportunidades comerciais para os Estados Unidos – disse ele em uma entrevista à emissora CNBC.

A imprensa americana já noticiou que, entre as opções avaliadas por Trump, estão a possibilidade de comprar a Groenlândia ou de assinar um acordo de livre associação.

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