Rio de Janeiro, 04 de Janeiro de 2026

Volume de lixo plástico aumenta no mundo, apesar das proibições

Apesar das proibições, o volume de lixo plástico cresce globalmente, liberando substâncias nocivas ao meio ambiente e à saúde humana.

Sábado, 03 de Janeiro de 2026 às 17:56, por: CdB

O plástico descartado pode liberar produtos químicos nocivos e pequenas partículas que ficam no meio ambiente e entram no corpo humano.

Por Redação, com DW – de Berlim

Embora proibidos em grande parte dos países, ainda hoje não é difícil encontrar canudos, talheres e embalagens de plástico e isopor em balcões de comida para viagem, cafeterias e restaurantes ao redor do mundo. Vários itens de uso descartável entraram na mira dos ambientalistas, principalmente na Europa, após o consenso de que a poluição por matéria plástica é uma das maiores ameaças ao meio ambiente.

Volume de lixo plástico aumenta no mundo, apesar das proibições | Em Lagos, na Nigéria, o que seria um córrego se transformou em um lixão de matéria plástica, a céu aberto
Em Lagos, na Nigéria, o que seria um córrego se transformou em um lixão de matéria plástica, a céu aberto

O plástico descartado pode liberar produtos químicos nocivos e pequenas partículas que ficam no meio ambiente e entram no corpo humano, aumentando potencialmente o risco de problemas graves de saúde, incluindo câncer e infertilidade.

 

Toneladas

Na União Europeia (UE), o problema crescente passou a ser enfrentado. A lógica era simples. Bastava proibir a venda, a produção e a importação dos itens mais prejudiciais, e o problema estaria resolvido.

Mas a realidade é outra. Cerca de 70% dos restaurantes de comida para viagem pesquisados na capital da Alemanha, Berlim, ainda oferecem itens de plástico proibidos, de acordo com um levantamento realizado pela ONG Environmental Action Germany (DUH) em 2024. Um relatório elaborado por cinco ONGs no mesmo ano constatou que itens banidos ainda estão amplamente disponíveis na maioria dos países europeus.

Mais de 400 milhões de toneladas de plástico são produzidas a cada ano em todo mundo — cerca de 50 kg por pessoa. Com a produção ainda em alta e as regulamentações globais amplamente ineficazes, os pesquisadores alertam que o problema deve piorar.

 

Absurdo

Uma hipótese atribui a persistência dos plásticos descartáveis após a proibição da UE aos estoques remanescentes da pandemia de covid-19. Particularmente no auge dos lockdowns de 2020, com os salões de restaurantes fechados e as pessoas evitando comer fora, os pedidos de comida para viagem aumentaram.

Muitos proprietários de pequenas empresas que mudaram para substitutos de papel ou alumínio registram despesas mais altas.

— É um desastre. Não conseguimos encontrar pratos de papel adequados e eles são caros — resumiu um proprietário de restaurante à agência alemã de notícias Deutsche Welle (DW).

Edições digital e impressa