O bloco de centro-esquerda, liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, conquistou 176 das 349 cadeiras do Riksdag, contra 173 do bloco de centro-direita do governo de Kristersson.
Por Redação, com ANSA – de Estocolmo
O primeiro-ministro da Suécia, Ulf Kristersson, renunciou ao cargo nesta quinta-feira, após a conclusão da apuração das eleições parlamentares realizadas no último domingo.

O bloco de centro-esquerda, liderado pela social-democrata Magdalena Andersson, conquistou 176 das 349 cadeiras do Riksdag, contra 173 do bloco de centro-direita do governo de Kristersson.
A diferença de apenas três cadeiras manteve o resultado em aberto durante vários dias. A contagem final incluiu votos antecipados e do exterior e confirmou a vantagem da oposição.
Kristersson, líder do Partido Moderado, anunciou sua saída após reconhecer a derrota de sua coalizão em uma carta enviada ao presidente do Parlamento, Andreas Norlen, divulgada na rede social X.
– Agora, o presidente do Parlamento deve conduzir os próximos passos para a formação de um novo governo. Para que esse trabalho possa começar de imediato, peço para ser exonerado do cargo de primeiro-ministro – escreveu ele.
Segundo o premiê sueco, “os resultados eleitorais poderiam ter gerado uma situação complexa para a formação do próximo governo, dado que as diversas posturas adotadas pelos partidos antes do dia da eleição poderiam apresentar obstáculos para qualquer possível coalizão”.
Kristersson enfatizou ainda que “será necessária uma postura construtiva por parte dos partidos com representação parlamentar para garantir que se possa definir um primeiro-ministro e que um novo governo consiga obter apoio para a lei orçamentária”.
Além disso, defendeu a necessidade de “iniciar conversas com todos os partidos” com o objetivo de articular um Executivo “estável e eficaz”.
Democratas
O bloco governista reunia os Moderados, os Democratas Suecos, os Democratas-Cristãos e os Liberais. Os Democratas Suecos, partido nacionalista de direita que apoiou o governo, registraram queda em relação às eleições de 2022.
Do outro lado, o chamado bloco “Vermelho-Verde” reúne os Sociais-Democratas de Andersson, o Partido de Esquerda, o Partido do Centro e os Verdes. Os Sociais-Democratas foram a maior legenda individual da eleição, embora também tenham registrado uma redução de apoio em comparação com a votação anterior.
Com a renúncia de Kristersson, Andersson deverá receber a incumbência de tentar formar uma maioria parlamentar para assumir o cargo de premiê.
A eleição teve uma disputa particularmente apertada. Durante a apuração, a diferença entre os dois blocos chegou a oscilar entre uma e três cadeiras, enquanto votos restantes eram contabilizados.
O processo terminou nesta manhã com a contagem final em uma seção eleitoral em Gotemburgo, a última de um total de 6.626.