Polícia Civil investiga possível encomenda de ataque contra dono de farmacêutica em meio a disputa por contratos no setor de medicamentos.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
O presidente da Câmara Municipal de Araruama, vereador José Magno Martins, conhecido como Magno Dheco, foi alvo de uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro na quarta-feira, no âmbito de uma investigação que apura uma tentativa de assassinato ocorrida em 2024. Segudno reportagem do portal G1, a ação teve como foco a coleta de provas relacionadas ao caso, que envolve também um empresário do setor farmacêutico.

De acordo com os investigadores, o vereador e o empresário Paulo Roberto Polati de Azevedo são suspeitos de terem encomendado o crime, que teria sido motivado por uma disputa envolvendo licitações no ramo de medicamentos.
Mandados
Agentes da 118ª DP (Araruama) cumpriram cinco mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal do município. Entre os locais vistoriados está a sede do Legislativo municipal, além de outros endereços ligados aos investigados.
A operação tem como objetivo reunir elementos que possam esclarecer a eventual participação dos suspeitos na tentativa de homicídio e aprofundar as linhas de investigação já em curso.
O crime investigado aconteceu na noite de 17 de agosto de 2024, no Distrito de São Vicente. Segundo a Polícia Civil, a vítima, dono de uma empresa de medicamentos, havia deixado um restaurante e seguia em direção ao carro quando percebeu a aproximação de pelo menos dois homens armados.
O empresário conseguiu entrar no veículo e trancar as portas antes de ser atingido. Os criminosos efetuaram ao menos oito disparos, mas não conseguiram feri-lo devido à blindagem do automóvel. Após o ataque, os suspeitos fugiram.
Apesar de não ter sido atingido, o empresário decidiu deixar o país por receio de novos atentados.
Defesa
Em nota, a defesa do vereador afirmou ter recebido a operação com surpresa e informou que ainda não teve acesso completo aos autos da investigação.
Segundo o advogado, o parlamentar sempre colaborou com as autoridades e não se recusou a prestar esclarecimentos.
A defesa também declarou confiar no andamento da apuração e sustentou que o processo deverá comprovar a ausência de envolvimento de José Magno Martins no crime.
A Câmara Municipal de Araruama não se manifestou sobre o caso até o momento.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Paulo Roberto Polati de Azevedo.