Adriana, uma das maiores expressões do samba em Minas Gerais, estava internada desde sábado, quando sofreu um aneurisma cerebral.
Por Redação, com ABr – de Brasília
A quadra da Escola Unidos dos Guaranys, na Rua Araribá, 285, São Cristóvão, em Belo Horizonte, recebeu família, amigos e admiradores da cantora e sambista Adriana Araújo para o velório. O sepultamento foi restrito aos familiares. A artista morreu na segunda-feira, em Minas Gerais, aos 49 anos.

Adriana, uma das maiores expressões do samba em Minas Gerais, estava internada desde sábado, quando sofreu um aneurisma cerebral. Nota oficial em seu perfil do Instagram informa que a artista passou mal em casa, teve um desmaio e foi levada imediatamente à UPA e depois transferida para o Hospital Odilon Behrens.
“Após a realização de exames, foi constatado um aneurisma cerebral, que provocou uma hemorragia de grande extensão. Desde então, Adriana encontra-se internada em coma, entubada e sob cuidados intensivos da equipe médica.”
A nota informa ainda que os médicos relataram que o quadro era gravíssimo e irreversível, mas a equipe seguia acompanhando a evolução clínica. “Apesar do diagnóstico médico, seguimos em oração, acreditando que a resposta final é de Deus. Pedimos respeito, sensibilidade e orações. A família e a equipe agradecem profundamente todo o carinho e apoio que temos recebido.”
A morte de Adriana Araújo também foi informada por meio de uma mensagem no seu perfil do Instagram. “Hoje nos despedimos da nossa amada Adriana Araújo. Adriana foi muito mais do que uma grande voz do samba. Foi abraço largo, sorriso fácil, coração generoso e uma alegria de viver que iluminava todos ao seu redor.”
“O samba sentirá profundamente sua ausência, mas não apenas ele. Sentirão falta todos que um dia receberam seu carinho, sua escuta atenta e seu caloroso abraço.”
A postagem destaca ainda que a presença de Adriana ficará eternamente nos corações de familiares, amigos e admiradores e que sua voz continuará ecoando e tocando vidas para sempre nas plataformas onde compartilhou sua arte.
“Neste momento de dor, pedimos orações e boas energias para seu filho Daniel e para seu marido Evaldo, para que encontrem força e amparo. Obrigada por tanto, nossa rainha. Seu brilho é eterno.”
Também no Instagram, a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, destacou a presença marcante de Adriana Araújo.
– Adriana Araújo se encantou. Não virou estrela. Ela já era. Seu brilho nos iluminava. Sua voz nos embalava nas rodas de samba, no Carnaval e onde quer que chegava. Uma artista solar, que acolhia o público e fazia com que cada um se sentisse único e especial no seus shows.
A artista
A ministra lembrou ainda que a artista transformou o bar do Cacá, no bairro São Paulo em Belo Horizonte, em um quilombo, “onde a alegria dava o tom. Rainha! Descia para estar com os súditos que a reverenciavam. Cantava olhando no olho. Abraçava. Era feita de afeto”.
Macaé Evaristo lamentou ainda a morte da cantora e enalteceu o seu legado.
– A notícia de sua partida nos deixa devastados e devastadas. Aos 49 anos! Mas temos a certeza que será recebida em festa no Orum. Ancestralizou. Deixa um legado no samba, na cultura de Belo Horizonte e do Brasil – apontou Macaé Evaristo.
– À sua família, o nosso mais afetuoso abraço! Que possam encontrar consolo neste momento. Agradecemos por terem dividido conosco a força e beleza de Adriana Araújo – conclui a ministra em sua mensagem.