Rio de Janeiro, 05 de Março de 2026

Vaticano critica ofensivas e fala contra 'guerras preventivas'

O cardeal Pietro Parolin alerta sobre os riscos das guerras preventivas e defende a diplomacia como solução para conflitos no Oriente Médio.

Quinta, 05 de Março de 2026 às 14:23, por: CdB

Os EUA e Israel justificam a ofensiva contra o Irã para evitar que Teerã desenvolva armas nucleares.

Por Redação, com ANSA – da Cidade do Vaticano

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, disse na quarta que “as guerras preventivas podem incendiar o mundo”, na esteira do conflito de Israel e Estados Unidos contra o Irã.

Vaticano critica ofensivas e fala contra 'guerras preventivas' | Parolin está preocupado com escalada do conflito no Oriente Médio
Parolin está preocupado com escalada do conflito no Oriente Médio

– Se aos Estados fosse reconhecido o direito à ‘guerra preventiva’, segundo seus próprios critérios e sem um arcabouço jurídico supranacional, o mundo inteiro correria o risco de estar em chamas – declarou Parolin à imprensa do Vaticano, sobre os ataques conjuntos israelenses-americanos contra o país persa.

O secretário de Estado criticou a “falta do direito internacional”, que se torna “preocupante” ao permitir o início de conflitos que supostamente visam inibir futuros confrontos.

– A justiça foi substituída pela força, a força da lei foi substituída pela lei da força, com a crença de que a paz só pode nascer depois que o inimigo for aniquilado – reforçou Parolin, que está “muito triste” com o que ocorre na região.

– Os povos do Oriente Médio, incluindo as já frágeis comunidades cristãs, caíram mais uma vez no horror da guerra, que brutalmente ceifa vidas humanas, produz destruição e arrasta nações inteiras para uma espiral de violência com resultados incertos – destacou Parolin.

EUA e Israel

Os EUA e Israel justificam a ofensiva contra o Irã para evitar que Teerã desenvolva armas nucleares.

Mas para o cardeal, as diferenças não devem ser resolvidas através da guerra.

– Acredito que a paz e a segurança devem ser cultivadas e buscadas por meio das possibilidades oferecidas pela diplomacia, especialmente aquela exercida em organismos multilaterais, onde os Estados têm a oportunidade de resolver conflitos de maneira pacífica e justa – concluiu o secretário de Estado do Vaticano.

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