Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, o corte do subsídio se deu após “uma avaliação jurídica e recomendação da Eacea”.
Por Redação, com ANSA – de Veneza
A Agência Executiva Europeia de Educação e Cultura (Eacea) anunciou nesta terça-feira a suspensão da verba de 2 milhões de euros à Fundação Bienal de Veneza, devido à participação da Rússia na mostra de arte internacional que segue em cartaz até novembro.

Segundo um porta-voz da Comissão Europeia, o corte do subsídio se deu após “uma avaliação jurídica e recomendação da Eacea”.
– Eventos culturais financiados com o dinheiro dos contribuintes europeus devem salvaguardar os valores democráticos e promover o diálogo aberto, a diversidade e a liberdade de expressão — valores que não são respeitados na Rússia atual – disse o porta-voz.
A reabertura do pavilhão russo na 61ª edição da exposição de arte em Veneza tem sido palco de polêmicas desde o início do ano, quando Moscou confirmou sua participação no evento em meio aos quatro anos de conflito com a Ucrânia.
Recentemente, o Kremlin expressou sua “gratidão” à Bienal de Veneza por manter a colaboração com o país e permitir a abertura do pavilhão russo, apesar da pressão da UE.
“A organização da Bienal na Itália está livre da mentalidade fechada que atualmente domina a Europa”, disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, na ocasião.
Bienal
A Fundação Bienal de Veneza afirmou nesta terça-feira que a suspensão da verba de 2 milhões de euros à mostra internacional de arte devido à participação da Rússia “não tem impacto significativo no orçamento” e, assim, “todas as atividades seguem confirmadas”.
A suspensão do subsídio da Agência Executiva Europeia de Educação e Cultura (Eacea) à Bienal é “uma decisão há muito sinalizada pelas autoridades políticas e que, portanto, nos obriga a dar os próximos passos que já havíamos anunciado: isto é, defender nossa posição nas instâncias adequadas”, disse a Fundação.
A entidade explicou que o subsídio ajudava a financiar as atividades do Departamento de Cinema relacionadas à Biennale College e ao Venice Production Bridge, as quais “não têm absolutamente nenhuma relação com a participação da Rússia na Bienal de Arte”.