Rio de Janeiro, 04 de Abril de 2025

Suu Kyi é condenada a mais três anos de prisão em Myanmar

Somando a outros processos, que vão de corrupção até fraude eleitoral, a Nobel da Paz de 1991 já foi condenada a mais de 11 anos de detenção desde que os militares deram um golpe de Estado no país em 1º de fevereiro de 2021.

Quinta, 29 de Setembro de 2022 às 08:19, por: CdB

Somando a outros processos, que vão de corrupção até fraude eleitoral, a Nobel da Paz de 1991 já foi condenada a mais de 11 anos de detenção desde que os militares deram um golpe de Estado no país em 1º de fevereiro de 2021.

Por Redação, com ANSA - de Naipidau

Um tribunal da junta militar de Myanmar condenou nesta quinta-feira a ex-líder civil do país Aung San Suu Kyi a mais três anos de prisão por violar a lei de segredos de Estado nacional.
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Ex-governante foi punida por violar lei de segredos de Estado
Somando a outros processos, que vão de corrupção até fraude eleitoral, a Nobel da Paz de 1991 já foi condenada a mais de 11 anos de detenção desde que os militares deram um golpe de Estado no país em 1º de fevereiro de 2021. De acordo com a imprensa local, o ex-assessor de Suu Kyi, o economista australiano Sean Turnell, e outras três pessoas também foram condenadas. Além disso, a ex-governante deverá apresentar um recurso contra a decisão da junta militar.

Os golpistas

Após os golpistas assumirem o poder do país, a líder civil foi colocada em prisão domiciliar e, em 22 de junho deste ano, ela passou a ficar em isolamento em um presídio de Naypyidaw. Os defensores de Suu Kyi são proibidos de dar declarações à imprensa ou às organizações internacionais sob risco de serem presos. A ex-líder "de facto" de Myanmar já foi condenada, além da sentença desta quinta-feira, por "crimes" de violação da lei de desastres ambientais por conta da gestão da pandemia de covid-19, por outra acusação de corrupção, por incitar a violência nos protestos contra o golpe de Estado e por violar as leis de comércio e telecomunicações. Suu Kyi ainda é acusada em outros processos, como por fraude eleitoral, sedição e mais acusações de corrupção. Somadas, as penas podem chegar a cerca de 90 anos de prisão.
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