Rio de Janeiro, 06 de Abril de 2025

Sobe número de mortos por violência de gangues no Haiti

As devastadoras guerras entre gangues no país se intensificaram nas últimas semanas, com rivais fortemente armados desencadeando novas ondas de ataques, incluindo invasões a delegacias de polícia e ao aeroporto internacional.

Quinta, 28 de Março de 2024 às 13:56, por: CdB

As devastadoras guerras entre gangues no país se intensificaram nas últimas semanas, com rivais fortemente armados desencadeando novas ondas de ataques, incluindo invasões a delegacias de polícia e ao aeroporto internacional.


Por Redação, com Reuters - de Porto Príncipe


A violência das gangues no Haiti já matou mais de 1,5 mil pessoas neste ano, enquanto dezenas foram linchadas pelas chamadas brigadas de autodefesa, informou o escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta quinta-feira.




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Informação é de relatório da ONU

As devastadoras guerras entre gangues no país se intensificaram nas últimas semanas, com rivais fortemente armados desencadeando novas ondas de ataques, incluindo invasões a delegacias de polícia e ao aeroporto internacional. O primeiro-ministro Ariel Henry anunciou sua renúncia em 11 de março.


– Todas essas práticas são ultrajantes e têm que parar imediatamente – disse o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, declaração divulgada juntamente com um relatório da ONU que descreve a situação catastrófica no país caribenho.

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Escalada da violência


O relatório mostra que foram notificados 4.451 assassinatos no ano passado e 1.554 até 22 de março, em meio à escalada da violência. As mortes resultaram de assassinatos em casas de moradores devido ao suposto apoio de civis à polícia ou a gangues rivais, ou em ruas densamente povoadas devido a fogo cruzado ou atiradores de elite. Há um caso em que a vítima foi um bebê de três meses.


Além disso, 528 pessoas suspeitas de ligações com gangues foram linchadas no ano passado e 59 este ano por brigadas armadas que pretendem preencher a lacuna de segurança deixada pela polícia, informou o escritório de direitos da ONU.




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