A reorganização ocorre após Lula terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e manifestar publicamente insatisfação com a condução dos esforços para conseguir um quarto e último mandato.
Da Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), nos últimos quatro dias depois das eleições, já reformulou grande parte de sua campanha à reeleição para o segundo turno, marcado para 25 de outubro. A principal mudança é a entrada do senador Camilo Santana (PT-CE), ex-ministro da Educação e ex-governador do Ceará, na coordenação-geral da campanha, função que passará a dividir com Edinho Silva, presidente nacional do PT.

A reorganização ocorre após Lula terminar o primeiro turno atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e manifestar publicamente insatisfação com a condução dos esforços para conseguir um quarto e último mandato. O presidente pretende ampliar a mobilização política, fortalecer a participação de líderes regionais e modificar a estratégia de comunicação para a etapa decisiva da disputa.
Camilo Santana já participava da campanha presidencial, mas concentrou seus esforços durante o primeiro turno na reeleição do governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), com sucesso. A disputa estadual encerrada com vitória sobre o ex-governador Ciro Gomes (PSDB) ampliou a área de influência do petista cearense, levando-o a participar da coordenação nacional.
Articulação
A entrada de Camilo representa um reforço político à equipe comandada por Edinho Silva, que vinha sendo alvo de críticas internas pela organização da campanha e pela articulação com os estados.
Além do ex-ministro da Educação, Lula pretende contar com maior participação de lideranças nordestinas. Entre os nomes que ganharam espaço estão os governadores reeleitos Jerônimo Rodrigues (PT), da Bahia, e Rafael Fonteles (PT), do Piauí.
A estratégia busca aproveitar a experiência eleitoral desses dirigentes e fortalecer a articulação com lideranças estaduais e municipais na reta final da campanha.