O parlamentar acusou o filho ’01’, como Flávio Bolsonaro é conhecido, de se omitir diante de ataques externos ao PIX e de priorizar interesses estrangeiros em detrimento da população brasileira.
Por Redação – de Brasília
Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) fosse eleito, em outubro deste ano, uma de suas primeiras medidas seria “acabar com o PIX”. A denúncia é do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) nesta quinta-feira, o que reacende o debate sobre soberania nacional após críticas dos Estados Unidos ao sistema de pagamentos brasileiro.

O parlamentar acusou o filho ’01’, como Flávio Bolsonaro é conhecido, de se omitir diante de ataques externos ao PIX e de priorizar interesses estrangeiros em detrimento da população brasileira. A afirmação foi publicada por Lindbergh Farias em suas redes sociais, nesta manhã. O parlamentar criticou diretamente o posicionamento ’01’ e afirmou que silêncio do senador ocorre em meio a pressões da Casa Branca contra políticas brasileiras, incluindo o sistema de pagamentos instantâneos.
Na mensagem, Farias afirmou que “o ‘patriotismo’ do Flávio Bolsonaro acaba onde começam as ordens do Trump”.
Brasileiros
“A Casa Branca atacando o nosso PIX e a nossa soberania e ele em silêncio absoluto. Prefere bater palma para americano do que defender o que facilita a vida de milhões de brasileiros. É a prova de que ele não está nem aí para o Brasil e para o brasileiro, só para o projeto de poder dos amigos lá de fora e para os interesses da família Bolsonaro. Flávio vai acabar com o PIX. O PIX é do Brasil”, afirmou o deputado.
A defesa do sistema de pagamentos também foi abordada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no início desta tarde. Lula rebateu críticas dos Estados Unidos ao PIX e afirmou que o sistema brasileiro não será alterado, ao destacar o impacto social e econômico da ferramenta durante discurso em Salvador nesta quinta-feira .
A declaração ocorreu durante visita às obras do VLT na capital baiana, onde Lula também abordou políticas de inclusão social e o papel do Estado na redução das desigualdades no país.
Relatório
No discurso, o presidente apoiou o PIX como instrumento nacional e ressaltou sua importância para a população.
— Os Estados Unidos fizeram um relatório sobre o PIX. E eles disseram que o PIX distorce o comércio internacional porque cria problema para a moeda deles. O que é importante a gente dizer, para quem quiser nos ouvir: o PIX é do Brasil, e ninguém vai fazer a gente mudar o PIX, pelo serviço que ele está prestando à sociedade brasileira — acrescentou.
Lula disse, ainda, que o sistema pode ser aperfeiçoado, mas não sofrerá mudanças estruturais.
— O que poderemos fazer é aprimorar, para que cada vez mais ele possa atender às necessidades de mulheres e homens desse país — pontuou.
Denúncia
Ainda nesta quinta-feira, a deputada Luciene Cavalcante (PSOL-SP) apresentou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o senador Flávio Bolsonaro, após declarações feitas nos Estados Unidos. O parlamentar afirmou, durante a Conferência de Ação Política Conservadora (CPAC), realizada no Texas, que o Brasil “é a solução para que os EUA não dependam mais da China em terras-raras e minerais críticos”.
A fala motivou reações políticas e levou à representação formal junto ao Ministério Público. Na petição, Luciene Cavalcante solicita a apuração de possíveis crimes de atentado à soberania nacional e à integridade do país. Segundo o documento, as declarações violariam deveres de lealdade e de defesa do interesse nacional.