Rio de Janeiro, 11 de Fevereiro de 2026

Rússia endurece discurso sobre militarização da Groenlândia

Moscou promete resposta militar se o Ocidente aumentar a presença na Groenlândia, território estratégico cobiçado por Trump.

Quarta, 11 de Fevereiro de 2026 às 10:36, por: CdB

Moscou prometeu tomar ‘medidas militares’ caso os países ocidentais aumentem a presença de tropas na ilha cobiçada por Trump.

Por Redação, com CartaCapital – de Moscou

A Rússia advertiu, nesta quarta-feira, que responderá com medidas militares caso o Ocidente reforce sua presença militar na Groenlândia.

Rússia endurece discurso sobre militarização da Groenlândia | Sergei Lavrov, chanceler da Rússia, fez alerta contra a militarização da Groenlândia
Sergei Lavrov, chanceler da Rússia, fez alerta contra a militarização da Groenlândia

Diversos países europeus enviaram pequenos contingentes de tropas para a Groenlândia nas últimas semanas, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar seu desejo de anexar a ilha ártica.

– Obviamente, se houver uma militarização da Groenlândia e a criação de capacidades militares direcionadas à Rússia, responderemos com medidas adequadas, incluindo medidas técnico-militares – afirmou o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov, em discurso no Parlamento russo.

A Groenlândia, com aproximadamente 57 mil habitantes, é um território autônomo da Dinamarca há décadas.

No mês passado, Trump recuou em suas ameaças de anexar o território, após afirmar ter chegado a um “acordo-quadro” com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, para garantir uma maior influência dos EUA.

Estados Unidos

Ele havia alertado anteriormente que, se os Estados Unidos não assumissem o controle da Groenlândia, Rússia ou China poderiam fazê-lo.

– Os Estados Unidos, a Dinamarca e a Groenlândia devem resolver isso entre si – declarou Lavrov. Ele acusou a Dinamarca de tratar os habitantes da Groenlândia como “cidadãos de segunda classe”.

A Groenlândia indicou que sua soberania e integridade territorial são uma “linha vermelha” em qualquer negociação com Washington.

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