O país é o principal aliado político e econômico da ilha sancionada pelo governo Trump.
Por Redação, com CartaCapital – de Moscou
A Rússia acusou nesta segunda-feira os Estados Unidos de aplicarem “medidas asfixiantes” contra Cuba, um tradicional aliado de Moscou, em plena crise energética na ilha caribenha, agravada pelas sanções norte-americanas.

– A situação em Cuba é realmente crítica – declarou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, durante sua coletiva de imprensa diária.
– As medidas asfixiantes impostas pelos Estados Unidos estão causando muitas dificuldades ao país. Estamos estudando possíveis soluções com nossos amigos cubanos, ao menos para fornecer a assistência que pudermos – acrescentou.
Cuba enfrenta uma gravíssima crise energética após o fim do fornecimento de petróleo por parte da Venezuela, depois da queda de Nicolás Maduro, e diante das ameaças de Washington de impor tarifas aos países que venderem petróleo à ilha.
As autoridades cubanas informaram às companhias aéreas que operam no país que o fornecimento de querosene ficará suspenso por um mês a partir desta segunda-feira à meia-noite, devido à crise energética, anunciou à agência francesa de notícias Agence France-Presse (AFP) no domingo um executivo de uma empresa europeia.
Segundo essa fonte, a medida obrigará as companhias que operam rotas de longa distância a efetuar uma “escala técnica” nos voos de retorno para garantir seu abastecimento de querosene.
O governo cubano anunciou na sexta-feira um pacote de medidas de emergência, entre elas a semana de trabalho de quatro dias e o teletrabalho na estatais, além de restrições na venda de combustíveis para enfrentar a crise energética.
Também foi anunciada a redução dos serviços de ônibus e trens entre províncias e o fechamento de alguns estabelecimentos turísticos.
Venezuela
Após ter cortado o fornecimento da Venezuela em decorrência da captura de Maduro em 3 de janeiro, Donald Trump assinou na semana passada um decreto que indica que os Estados Unidos poderiam impor tarifas aos países que venderem petróleo a Havana.
Além disso, Trump assegurou que o México, que fornece petróleo a Cuba desde 2023, deixará de fazê-lo.
Para justificar sua política, Washington invoca a “ameaça excepcional” representada por Cuba, situada a apenas 150 km da costa da Flórida. Havana diz que Trump pretende “asfixiar” a ilha.