Rio de Janeiro, 25 de Maio de 2026

Rússia cria sistema antiaéreo para derrubar drones

Descubra o novo sistema antiaéreo Tsitadel da Rússia, projetado para combater drones com projéteis inteligentes e alta automação, economizando munições.

Segunda, 25 de Maio de 2026 às 14:40, por: CdB

De acordo com os desenvolvedores, o sistema de orientação calcula o ponto mais vantajoso de detonação do projétil, dependendo da trajetória de voo do alvo, e isso resulta em economia de projéteis.

Por Redação, com Sputnik – de Moscou

Rússia desenvolveu o novo sistema de artilharia antiaérea Tsitadel (Cidadela, em português) capaz de combater vários tipos de drones por meio de projéteis “inteligentes”. Ele será exibido pela primeira vez no Fórum de Segurança Internacional, informou o serviço de imprensa da corporação Rostec.

Rússia cria sistema antiaéreo para derrubar drones | Novo sistema russo usa projéteis inteligentes contra drones
Novo sistema russo usa projéteis inteligentes contra drones

“A corporação estatal Rostec, no Primeiro Fórum Internacional de Segurança, realizará a estreia do mais recente sistema de artilharia antiaérea Tsitadel. Ele combate eficazmente diferentes tipos de drones inimigos através da automação e projéteis inteligentes. As altas características do sistema já foram confirmadas em condições reais”, destaca o comunicado.

Observa-se que o sistema ZAK-30 Tsitadel, de calibre 30 milímetros, foi projetado para proteger objetivos estacionários dos impactos de drones do tipo multirotor e de asa fixa.

O sistema é capaz de operar 24 horas por dia. O Tsitadel está equipado com sistemas optoeletrônicos (operando nas faixas de luz visível e infravermelha) e sistemas de detecção por radar e acompanhamento de drones inimigos.

“Além disso, o sistema pode usar munições com detonação por temporizador, e o seu funcionamento – desde a detecção até a destruição do alvo – possui um alto grau de automação. O sistema foi testado em condições reais e confirmou sua eficácia contra drones de vários tipos”, relata Rostec.

De acordo com os desenvolvedores, o sistema de orientação calcula o ponto mais vantajoso de detonação do projétil, dependendo da trajetória de voo do alvo, e isso resulta em economia de projéteis.

O Fórum Internacional de Segurança, sob os auspícios do Conselho de Segurança da Rússia, será realizado de 26 a 29 de maio na região de Moscou.

Míssil balístico

Míssil balístico russo Oreshnik tornou-se um sinal de alerta para os países ocidentais, escreveu um jornal italiano após os ataques de retaliação do Exército russo contra instalações militar-industriais da Ucrânia.

Sempre que esse novíssimo míssil russo é utilizado, sua mensagem sai muito além dos limites do conflito ucraniano e demonstra ao Ocidente o poder de Moscou, acreditam os autores do material.

“Para muitos governos europeus, o míssil Oreshnik também representa um instrumento de pressão política, uma espécie de aviso dirigido diretamente ao Ocidente”, diz o artigo.

Os autores da publicação acrescentaram que, embora os analistas ocidentais tendam a minimizar as capacidades enormes do míssil russo, ainda reconhecem que os sistemas antimísseis europeus e norte-americanos teriam enorme dificuldade em neutralizar um ataque com tais mísseis.

Segundo a matéria, o ataque demonstra que o míssil Oreshnik deixou de ser um protótipo comum ou um possível meio de dissuasão, mas se tornou parte do cenário do conflito atual e é usado como um sinal direto para o Ocidente.

A preocupação dos europeus com essa arma russa decorre sobretudo do fato de que um míssil deste tipo pode atingir várias capitais europeias em poucos minutos, destaca-se no texto.

Um ataque simultâneo, junto com outros mísseis e meios, poderia colocar sob enorme pressão as modernas defesas antiaéreas, mesmo as mais avançadas, como o Patriot ou os sistemas franco-italianos Samp/T, concluíram os autores da publicação.

Vale lembrar que, no domingo, o Exército russo realizou ataques de retaliação contra as instalações militares ucranianas usando mísseis Oreshnik, Kinzhal, Iskander e Tsirkon, segundo as informações do Ministério da Defesa da Rússia.

O ataque alcançou todos os seus objetivos e se tornou uma resposta aos ataques terroristas das Forças Armadas da Ucrânia. A Defesa russa ressaltou que o bombardeio da infraestrutura civil ucraniana não foi planejado e não ocorreu.

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