Rio de Janeiro, 17 de Agosto de 2026

Quatro integram quadrilha que furtou obras renascentistas na Itália

Os investigadores apuram se o crime teve a participação de funcionários do museu, mas também se concentram nas supostas falhas de segurança que permitiram que os ladrões agissem em dois minutos.

Segunda, 17 de Agosto de 2026 às 14:44, por: CdB

Os investigadores apuram se o crime teve a participação de funcionários do museu, mas também se concentram nas supostas falhas de segurança que permitiram que os ladrões agissem em dois minutos.

Por Redação, com ANSA – de Roma

A quadrilha responsável pelo furto de obras-primas do artista renascentista Antonello da Messina (1430-1479) de um museu na Sicília, sul da Itália, é composta por pelo menos quatro assaltantes.

Obras de Antonello da Messina furtados de museu na Sicília

O crime ocorreu na noite de sábado, em pleno Ferragosto, principal feriado de verão na Itália, no Museu Regional Accascina Messina (MuMe).

Os bandidos levaram os cinco painéis do “Políptico de São Gregório”, têmpera sobre madeira pintada em 1473, e uma pintura dupla face que retrata a Virgem com o Menino Jesus e um franciscano em adoração de um lado e a piedade de Cristo do outro. Esta última estava protegida por um vidro blindado.

Durante a fuga, os assaltantes abandonaram dois dos cinco painéis do políptico (tipo de retábulo dividido em várias partes) em uma mureta do lado de fora do MuMe. As obras foram encontradas por volta das 21h (horário local) de sábado por uma família, que chamou a polícia.

Foi apenas neste momento que as autoridades se deram conta do furto, embora vigilantes do turno das 19h30 às 7h30 estivessem no museu naquele momento.

Local

De acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, dois bandidos invadiram o MuMe e foram direto para a sala que abrigava as obras de Antonello da Messina, enquanto outros dois aguardavam do lado de fora; todos estavam com capacetes de motociclista e camisetas pretas.

Os investigadores apuram se o crime teve a participação de funcionários do museu, mas também se concentram nas supostas falhas de segurança que permitiram que os ladrões agissem em dois minutos.

A quadrilha aproveitou-se de uma popular procissão dedicada ao dogma da Assunção de Maria, celebrado justamente em 15 de agosto, para concretizar o assalto enquanto a polícia estava distraída com o evento religioso.

Cerca de 50 pessoas se reuniram na orla de Messina nesta segunda-feira para protestar contra a falta de segurança no principal museu da cidade. “Lamentamos profundamente pelo ocorrido. O dano sofrido não diz respeito somente ao nosso município, já que a arte é patrimônio de todos’, declarou o quadrinista Lelio Bonaccorso, idealizador da manifestação.

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