O presidente afirma que o contingente militar na Ucrânia ultrapassa os 700 mil soldados.
Por Redação, com Europa Press – de Moscou
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as forças russas continuam avançando “gradualmente” em território ucraniano e anunciou uma “intensificação dos ataques” contra o país à medida que avança a invasão do território, que começou há mais de quatro anos.

– As forças russas estão obtendo avanços sistemáticos diários e conseguirão libertar todos os territórios – especificou ele, antes de afirmar que Moscou “responderá adequadamente” às ações das Forças Armadas da Ucrânia e aos seus ataques contra regiões russas situadas perto da fronteira.
– Vamos responder. Aumentaremos nossos ataques à infraestrutura inimiga para fazer com que parem de atacar nossas instalações civis – garantiu o líder russo, que afirmou que o contingente militar na Ucrânia ultrapassa 700 mil soldados, um “grande agrupamento”, conforme noticiado pela agência de notícias TASS.
Nesse sentido, ele enfatizou que o país “a cada dia amplia seu controle para novos territórios na zona”. “Passo a passo — não tão rápido quanto gostaríamos —, mas avançamos a cada dia. Gradualmente, assumimos o controle de nossos territórios. E assim continuará sendo”, esclareceu, não sem antes indicar que ninguém “deve duvidar de que a Rússia alcançará seus objetivos”.
Putin ressaltou a importância de “avançar aos poucos” e garantiu que “ninguém imporá a derrota à Rússia”. “Nosso povo unido está ciente de sua responsabilidade perante as futuras gerações, perante nossos filhos e netos”, explicou durante um encontro com militares que participam da invasão.
Além disso, ele assegurou que somente o povo russo “tem a capacidade de defender seu país, fortalecê-lo e criar as condições para seu desenvolvimento seguro” e recomendou aos inimigos “que não combatam a Rússia nem tentem fazê-lo jamais”. “Vivamos de forma amigável e resolvamos todas as questões por meio de negociações. Mas devem ser negociações, e não ultimatos”, observou.
Ucrânia
No entanto, ele voltou a insistir que o país está disposto a “manter negociações voltadas para a busca de uma solução para o conflito na Ucrânia, desde que sejam levados em conta seus interesses nacionais, tanto táticos quanto estratégicos”, declarações semelhantes às feitas no passado.
– Estamos dispostos a negociar, mas apenas levando em conta nossos interesses nacionais. E não apenas os de hoje, mas também os do futuro, concebidos numa perspectiva histórica – esclareceu. No que vai de 2026, as equipes de negociação da Rússia e da Ucrânia realizaram três rodadas de consultas com a mediação dos Estados Unidos.