Rio de Janeiro, 12 de Junho de 2026

Putin anuncia nova escalada de ataques na Ucrânia

Vladimir Putin anuncia escalada de ataques na Ucrânia, com mais de 700 mil soldados mobilizados. Entenda as implicações dessa nova fase do conflito.

Sexta, 12 de Junho de 2026 às 14:47, por: CdB

O presidente afirma que o contingente militar na Ucrânia ultrapassa os 700 mil soldados.

Por Redação, com Europa Press – de Moscou

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as forças russas continuam avançando “gradualmente” em território ucraniano e anunciou uma “intensificação dos ataques” contra o país à medida que avança a invasão do território, que começou há mais de quatro anos.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin

– As forças russas estão obtendo avanços sistemáticos diários e conseguirão libertar todos os territórios – especificou ele, antes de afirmar que Moscou “responderá adequadamente” às ações das Forças Armadas da Ucrânia e aos seus ataques contra regiões russas situadas perto da fronteira.

– Vamos responder. Aumentaremos nossos ataques à infraestrutura inimiga para fazer com que parem de atacar nossas instalações civis – garantiu o líder russo, que afirmou que o contingente militar na Ucrânia ultrapassa 700 mil soldados, um “grande agrupamento”, conforme noticiado pela agência de notícias TASS.

Nesse sentido, ele enfatizou que o país “a cada dia amplia seu controle para novos territórios na zona”. “Passo a passo — não tão rápido quanto gostaríamos —, mas avançamos a cada dia. Gradualmente, assumimos o controle de nossos territórios. E assim continuará sendo”, esclareceu, não sem antes indicar que ninguém “deve duvidar de que a Rússia alcançará seus objetivos”.

Putin ressaltou a importância de “avançar aos poucos” e garantiu que “ninguém imporá a derrota à Rússia”. “Nosso povo unido está ciente de sua responsabilidade perante as futuras gerações, perante nossos filhos e netos”, explicou durante um encontro com militares que participam da invasão.

Além disso, ele assegurou que somente o povo russo “tem a capacidade de defender seu país, fortalecê-lo e criar as condições para seu desenvolvimento seguro” e recomendou aos inimigos “que não combatam a Rússia nem tentem fazê-lo jamais”. “Vivamos de forma amigável e resolvamos todas as questões por meio de negociações. Mas devem ser negociações, e não ultimatos”, observou.

Ucrânia

No entanto, ele voltou a insistir que o país está disposto a “manter negociações voltadas para a busca de uma solução para o conflito na Ucrânia, desde que sejam levados em conta seus interesses nacionais, tanto táticos quanto estratégicos”, declarações semelhantes às feitas no passado.

– Estamos dispostos a negociar, mas apenas levando em conta nossos interesses nacionais. E não apenas os de hoje, mas também os do futuro, concebidos numa perspectiva histórica – esclareceu. No que vai de 2026, as equipes de negociação da Rússia e da Ucrânia realizaram três rodadas de consultas com a mediação dos Estados Unidos.

 

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