Rio de Janeiro, 14 de Junho de 2026

Protesto na Paulista critica exportação de animais vivos

Ativistas se mobilizam na Avenida Paulista para criticar a exportação de animais vivos, destacando os impactos ambientais, sanitários e éticos dessa prática.

Domingo, 14 de Junho de 2026 às 16:08, por: CdB

O ato é parte de um movimento nacional contrário à prática e busca chamar a atenção para os impactos ambientais, sanitários e econômicos associados ao transporte de animais vivos.

Por Redação, com ABr – de São Paulo

Instituições e ativistas da causa animal protestaram neste domingo, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista, em São Paulo, contra a exportação de animais vivos.

Ativistas se opõem ao envio de gado para abate em outros países

O ato é parte de um movimento nacional contrário à prática e busca chamar a atenção para os impactos ambientais, sanitários e econômicos associados ao transporte de animais vivos.

De acordo com os ativistas, o transporte de carga viva submete os animais a riscos elevados de acidentes e coloca em risco a saúde e o bem-estar deles, por conta do confinamento prolongado e da superlotação.

Ativista do Movimento Nacional pelo Fim das Exportações de Animais Vivos, Patrícia Aguiar, defendeu que animais não sejam transportados ainda vivos para que sua carne seja consumida em outros países.

– A gente não quer acabar com o agronegócio. O que a gente quer acabar é com essa crueldade que acontece com os animais. Nas exportações, os animais passam por maus-tratos intrínsecos, desde a saída das fazendas até o final deles, que é no Oriente Médio, com o abate. O que a gente quer é acabar com as exportações dos animais vivos. Quer exportar? Exporte carne congelada – ressaltou.

O ato

Em entrevista à Agência Brasil durante o ato, a ativista afirmou que, durante essas viagens, os animais são submetidos a muitos tipos de violência, sendo obrigados a viver em espaços apertados e em meio às próprias fezes e urinas, além de serem expostos a quantidades elevadas de amônia.

– Nas exportações, eles já vão em caminhões fechados por cinco ou seis dias na estrada. Eles vão em pé, com o piso escorregadio, porque, ali, eles defecam e urinam. Muitos chegam com as patas quebradas já no porto e são obrigados a embarcar no navio com essas patas quebradas – contou.

Outro problema seria a superlotação. Segundo ela, os navios são antigos e chegam a embarcar até 24 mil bois.

– A exportação de animais vivos, além de ser cruel, é totalmente antiética e inconstitucional, porque fere o artigo da Constituição que trata sobre tratamento aos animais. Além disso, ela é anti-ambiental, por conta dos riscos de acidentes ambientais, como a gente já teve aqui no Brasil, em 2015, no Pará, quando um navio naufragou com 5 mil bois.

Segundo a ativista, atualmente, cinco projetos de lei estão tramitando no Congresso Nacional buscando proibir ou aumentar a taxação de exportação e importação de animais vivos.

– Hoje, nós temos cinco projetos de lei que estão parados. O que está mais à frente é um que está no Senado, o Projeto de Lei 3093/2021, que pede totalmente o fim da exportação de animais vivos.

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