Rio de Janeiro, 22 de Janeiro de 2026

Premiê japonesa eleva o tom contra China e leva invertida diplomática

A primeira-ministra japonesa Sanae Takaichi acusa a China de ações hostis contra aeronaves militares japonesas, intensificando a crise diplomática entre os países.

Domingo, 07 de Dezembro de 2025 às 14:26, por: CdB

Os japoneses não revelaram se os rivais travaram a mira em suas aeronaves nem qual foi a reação de suas próprias Forças Armadas à ação.

Por Redação, com Reuters – de Pequim e Tóquio

O Japão acusou a China, neste domingo, de apontar radares para rastrear aeronaves militares japonesas em “dois incidentes perigosos”, no mais novo episódio da grave crise diplomática entre os dois países asiáticos, deflagrada após comentários da primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre Taiwan. O regime chinês contesta a acusação.

Premiê japonesa eleva o tom contra China e leva invertida diplomática | A nacionalista Sanae Takaichi tem causado danos à diplomacia do Japão, no Extremo Oriente
A nacionalista Sanae Takaichi tem causado danos à diplomacia do Japão, no Extremo Oriente

“Iluminar” uma aeronave com um radar significa apontar o localizador diretamente para um determinado alvo. A ação é um passo operacionalmente mais agressivo do que simplesmente detectar algo no rastreador, e é praticado por exemplo por defesas aéreas e ataques a mísseis guiados que precisam da determinação de localização contínua do alvo para executar suas funções. Ou seja, o direcionamento pode ser interpretado como uma ameaça ou movimento de hostilidade ativo.

Os japoneses não revelaram se os rivais travaram a mira em suas aeronaves nem qual foi a reação de suas próprias Forças Armadas à ação.

— Essas iluminações de radares são perigosas e vão muito além do que é necessário para garantir um voo seguro para as aeronaves — declarou Takaichi sobre o ocorrido. Ela acrescentou que enviou uma contestação formal à China.

 

Repreensão

Na versão de Pequim, os aviões japoneses se aproximaram rapidamente e atrapalharam um treinamento da Marinha chinesa que acontecia no local, o que teria causado a reação.

O porta-voz militar chinês, coronel Wang Xuemeng, afirmou que havia notificado os vizinhos de que a preparação aconteceria no leste do estreito de Miyako, próximo às ilhas mais ao sul do arquipélago japonês, estas, por sua vez, próximas de Taiwan.

— Exigimos solenemente que o lado japonês cesse imediatamente as difamações e atue com rigor para conter as ações na linha de frente. A Marinha chinesa adotará as medidas necessárias, de acordo com a lei, para proteger de forma resoluta sua própria segurança e seus direitos e interesses legítimos — concluiu Wang.

Edições digital e impressa