Rio de Janeiro, 07 de Janeiro de 2026

Premiê da Dinamarca alerta que ataque dos EUA pode selar fim da Otan

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alerta que um ataque dos EUA a um aliado da Otan selaria o fim da aliança militar, em meio a tensões sobre a Groenlândia.

Terça, 06 de Janeiro de 2026 às 11:03, por: CdB

Perante as ameaças de Trump em relação à Groenlândia, primeira-ministra Frederiksen afirma que ataque dos EUA a aliado na Otan seria o fim da aliança militar.

Por Redação, com DW – de Copenhague

A primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, alertou na segunda-feira que um ataque dos Estados Unidos a um país da Otan seria o fim da aliança militar, em referência às ameaças do presidente Donald Trump de anexar a Groenlândia.

Premiê da Dinamarca alerta que ataque dos EUA pode selar fim da Otan | Mette Frederiksen: “Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba”
Mette Frederiksen: “Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba”

– Se os Estados Unidos optarem por atacar militarmente outro país da Otan, então tudo acaba. Isso inclui a nossa Otan e com ela a segurança que é fornecida desde o fim da Segunda Guerra Mundial – disse Frederiksen em entrevista à emissora TV2, classificando a situação como grave.

Frederiksen também afirmou que Trump deve ser levado a sério quando diz que quer a Groenlândia. “Não aceitaremos uma situação em que nós e a Groenlândia sejamos ameaçados dessa forma”, acrescentou.

A chefe do governo dinamarquês afirmou estar fazendo tudo o que é possível para impedir uma escalada das tensões, rejeitou as alegações de Washington sobre falhas de segurança no Ártico e sublinhou que a Dinamarca alocou cerca de 90 bilhões de coroas (1,2 bilhão de euros) para a segurança na região até 2025.

Em declarações recentes à revista The Atlantic, Trump reiterou que os Estados Unidos “precisam da Groenlândia do ponto de vista da segurança nacional”.

China

O Ministério do Exterior da China instou os EUA a deixarem de usar a “ameaça chinesa” como pretexto para ganhos estratégicos, após Trump ter afirmado que há navios russos e chineses junto à costa da Groenlândia.

Líderes europeus manifestaram amplo apoio à Dinamarca e à Gronelândia, e a Comissão Europeia apelou ao respeito pelos princípios da soberania e da integridade territorial.

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