Rio de Janeiro, 30 de Outubro de 2026

Policiais e manifestantes se enfrentam perto do Coliseu, em Roma

Durante uma marcha na capital da Itália, um grupo de cerca de 300 ativistas se separou e se dirigiu à entrada do anfiteatro de quase 2 mil anos de história.

Sexta, 30 de Outubro de 2026 às 15:03, por: CdB

Durante uma marcha na capital da Itália, um grupo de cerca de 300 ativistas se separou e se dirigiu à entrada do anfiteatro de quase 2 mil anos de história.

Por Redação, com ANSA – de Roma

Manifestantes e policiais entraram em confronto diante do Coliseu de Roma nesta sexta-feira, em mais um dia de protestos estudantis e greves contra o aumento do custo de vida e dos gastos militares no governo da premiê de direita Giorgia Meloni.

Manifestantes caminham perto do Coliseu de Roma

Durante uma marcha na capital da Itália, um grupo de cerca de 300 ativistas se separou e se dirigiu à entrada do anfiteatro de quase 2 mil anos de história. Quando os militantes chegaram perto do Coliseu, montaram barricadas com latas de lixo, incendiaram materiais e lançaram pedras contra as forças de segurança.

O monumento contava com policiamento reforçado, na esteira de uma tentativa de invasão durante uma manifestação na semana passada.

Confrontos também foram registrados em Turim, capital do Piemonte, onde a polícia utilizou canhões de água e avançou contra manifestantes depois que um grupo de estudantes tentou furar um cordão de isolamento que protegia um prédio das forças de ordem.

Ativistas

Em Vicenza, houve enfrentamentos quando ativistas de coletivos anticapitalistas tentaram ocupar um anel viário da cidade. Pelo menos quatro policiais e três manifestantes ficaram feridos.

Os novos confrontos acontecem duas semanas após as cenas de violência protagonizadas por jovens durante protestos em Milão em 17 e 18 de outubro, quando ativistas destruíram viaturas e saquearam lojas na capital financeira do país.

Assim como outros países europeus, a Itália tem sido palco recorrente de manifestações lideradas por uma juventude desiludida e insatisfeita com a falta de perspectivas de vida, mas também por categorias profissionais impactadas pela disparada dos preços dos combustíveis, como caminhoneiros, taxistas e agricultores.

Os protestos desta sexta-feira exibiram inúmeros cartazes com frases como “Mais dinheiro para a educação pública e menos para o rearmamento”, “Abaixem as armas e aumentem os salários” e “Precisamos de casas, não de bombas”.

Mas os episódios de violência das últimas semanas fizeram o governo Meloni enviar 500 militares do Exército para apoiar as forças de segurança de Milão e aprovar um decreto que autoriza a prisão preventiva de adolescentes tidos como ameaças à ordem pública antes mesmo de manifestações.

Além disso, a medida tipifica o crime de participação violenta em protestos, com penas de até cinco anos de prisão, e obriga os pais a pagarem pelos danos causados por filhos envolvidos em atos de vandalismo.

Milão

Paralelamente, o governo italiano apresentou um pacote de 175 milhões de euros (R$ 1 bilhão) para auxiliar caminhoneiros, agricultores e pescadores contra a alta do diesel e elaborou uma Lei Orçamentária para 2027 que prevê um bônus anual de 2,5 mil euros (R$ 15 mil) para trabalhadores com menos de 30 anos.

Edições digital e impressa