Rio de Janeiro, 24 de Julho de 2026

PL confirma candidatura de ’01’ ainda sem alianças e vice na chapa

Nos bastidores, parte da cúpula do PL classifica a articulação política conduzida por Flávio e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho...

Sexta, 24 de Julho de 2026 às 23:02, por: CdB

Nos bastidores, parte da cúpula do PL classifica a articulação política conduzida por Flávio e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), como uma verdadeira “tragédia”.

Por Redação – de Brasília

A federação União Progressista — composta pelos partidos Progressistas (PP) e União Brasil (UB) — permanecerá neutra na disputa pela Presidência da República. A decisão das legendas do chamado ‘Centrão’, tomada nesta sexta-feira, consolida junto à direção do Partido Liberal (PL), que sustenta a candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro, o fato de que nenhuma aliança nacional foi alcançada e o filho ’01’, como o bolsonarista é conhecido, parte sozinho para um futuro incerto.

Rogério Marinho
O senador Rogerio Marinho (PL-RN) coordena a pré-campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

Nos bastidores, conforme apuraram colunistas da mídia conservadora, nesta tarde, parte da cúpula do PL classifica a articulação política conduzida por Flávio e o coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho (PL-RN), como uma verdadeira “tragédia”. Para a maior parte dos analistas políticos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu a corrida pelos principais apoios partidários, restando ao partido de ultradireita se lançar com uma candidatura sustentada exclusivamente pela estrutura e os recursos do próprio do PL.

O cenário de pessimismo ganhou contornos definitivos após o presidente do PP, Ciro Nogueira, comunicar pessoalmente a ’01’, na véspera, que sua sigla adotará neutralidade na eleição presidencial. Em função da federação partidária, a decisão do PP arrasta automaticamente o União Brasil para a mesma posição.

Recusa

A reunião era considerada pelos articuladores do PL como a última chance na tentativa de reversão na tendência de neutralidade. Na tentativa de selar o acordo, a campanha de Flávio chegou a oferecer a vaga de vice na chapa à senadora Tereza Cristina (PP-MS), que recusou o convite.

Reservadamente, dirigentes do PL criticam a condução do processo e afirmam que a campanha falhou na construção de uma rede sólida de interlocução política desde o princípio. O principal erro apontado é de ’01′ e Marinho terem se concentrado na estratégia eleitoral e negligenciado o cultivo do relacionamento cotidiano com presidentes de partidos e lideranças centrais do ‘Centrão’.

O sentimento de desânimo na campanha do PL é tamanho que interlocutores envolvidos nas negociações já afirmam que o até o Republicanos, legenda muito próxima ao PL, está cada vez mais distante de fechar um acordo nacional com o filho de Jair Bolsonaro. Embora o PL siga insistindo na indicação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, para compor a chapa como vice, dirigentes do Republicanos interpretam a pressão como uma manobra para forçar uma coligação formal, sem chance alguma de ser seguida nas bases partidárias.

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