O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, excluiu a possibilidade de firmar o texto neste fim de semana. “Precisamos esperar para conhecer a data exata”, destacou.
Por Redação, com ANSA – de Washington, Teerã
O premiê do Paquistão, Shehbaz Sharif, afirmou neste sábado que Estados Unidos e Irã estão “mais perto do que nunca de um acordo de paz”.

Em publicação no X, o primeiro-ministro, que tem servido de mediador nas negociações, disse que a finalização do documento deve acontecer “nas próximas 24 horas”, informação negada por Teerã.
– Estamos mais perto de um acordo de paz do que nunca antes. Com a finalização provavelmente esperada nas próximas 24 horas, o Paquistão está se preparando para a assinatura eletrônica do acordo de paz imediatamente depois, seguida por conversas em nível técnico na próxima semana – escreveu Sharif.
Já o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baghaei, excluiu a possibilidade de firmar o texto neste fim de semana. “Precisamos esperar para conhecer a data exata, mas não será domingo”, destacou.
Na mensagem nas redes sociais, o premiê do Paquistão ainda agradeceu aos EUA e ao Irã por seu “compromisso contínuo durante as negociações”. “Estamos confiantes de que este histórico acordo de paz formará uma base sólida para uma paz duradoura”, salientou.
Uma fonte de alto escalão também declarou à emissora Al Arabiya que o memorando de entendimento entre Washington e Teerã será assinado “à distância” e que o encontro previsto em Genebra, na Suíça, foi adiado sem data definida.
EUA
Na última quinta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, suspendeu uma nova onda de ataques contra o Irã devido à perspectiva de um acordo iminente com a República Islâmica, porém os termos do compromisso ainda são desconhecidos.
Já na madrugada deste sábado, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) disse ter abatido “drones de ataque iranianos” que tentavam atingir navios comerciais no Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo do Golfo Pérsico e que está bloqueada desde o início de março.