Rio de Janeiro, 20 de Maio de 2026

ONU pede apuração rigorosa após novo massacre na Colômbia

A ONU condena a morte do líder social Freiman David Velásquez e exige investigações rigorosas após massacre em Norte de Santander, Colômbia.

Quarta, 20 de Maio de 2026 às 10:27, por: CdB

Velásquez promovia iniciativas comunitárias relacionadas à substituição de culturas e projetos produtivos em Catatumbo, especialmente em torno de viveiros de café e cacau.

Por Redação, com Europa Press – de Bogotá

As Nações Unidas condenaram a morte do líder social Freiman David Velásquez em um novo massacre que deixou cinco mortos e ocorreu no departamento de Norte de Santander, localizado na região norte da Colômbia, e, por isso, solicitaram às autoridades do país que reforcem as investigações.

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Novo massacre na Colômbia leva ONU a exigir investigações

O escritório do Alto Comissariado da ONU para a Colômbia rejeitou, em um comunicado, os “homicídios” das cinco pessoas que foram vítimas do ataque e ressaltou aos “grupos armados não estatais que é proibido pelo Direito Internacional atacar a população civil”.

“Pedimos que cumpram as normas do Direito Internacional às quais esses grupos estão obrigados e exortamos as autoridades a investigar e punir esses crimes, bem como a implementar políticas de segurança e desmantelamento, além de todas as medidas necessárias para proteger a população civil”, concluiu.

O ataque que custou a vida de Velásquez, membro da Associação pela Unidade Camponesa do Catatumbo (ASUNCAT), também causou a morte de Iván Stiven Camacho Castillo, Yidy Smith Velásquez Benítez e Mayerlis Yoselín Hernández Ramírez, ligados a essa mesma organização.

Além disso, outras duas pessoas perderam a vida: dois escoltas da Unidade Nacional de Proteção (UNP); Robinson Carvajalino Gómez e Sebastián Murillo Flórez, que faziam parte da equipe de segurança designada para o líder social, segundo informações da emissora Blu Radio.

Catatumbo

Velásquez promovia iniciativas comunitárias relacionadas à substituição de culturas e projetos produtivos em Catatumbo, especialmente em torno de viveiros de café e cacau. Além disso, seu trabalho se concentrava no fortalecimento de “processos de reconciliação e desenvolvimento territorial” na região, conforme explicaram na ASUNCAT.

“Ações violentas como a ocorrida em Ábrego constituem um impacto direto nos esforços de transformação territorial e reconciliação que as comunidades locais levam adiante em conjunto com as instituições do Estado e os governos locais”, destaca o comunicado.

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