Velásquez promovia iniciativas comunitárias relacionadas à substituição de culturas e projetos produtivos em Catatumbo, especialmente em torno de viveiros de café e cacau.
Por Redação, com Europa Press – de Bogotá
As Nações Unidas condenaram a morte do líder social Freiman David Velásquez em um novo massacre que deixou cinco mortos e ocorreu no departamento de Norte de Santander, localizado na região norte da Colômbia, e, por isso, solicitaram às autoridades do país que reforcem as investigações.

O escritório do Alto Comissariado da ONU para a Colômbia rejeitou, em um comunicado, os “homicídios” das cinco pessoas que foram vítimas do ataque e ressaltou aos “grupos armados não estatais que é proibido pelo Direito Internacional atacar a população civil”.
“Pedimos que cumpram as normas do Direito Internacional às quais esses grupos estão obrigados e exortamos as autoridades a investigar e punir esses crimes, bem como a implementar políticas de segurança e desmantelamento, além de todas as medidas necessárias para proteger a população civil”, concluiu.
O ataque que custou a vida de Velásquez, membro da Associação pela Unidade Camponesa do Catatumbo (ASUNCAT), também causou a morte de Iván Stiven Camacho Castillo, Yidy Smith Velásquez Benítez e Mayerlis Yoselín Hernández Ramírez, ligados a essa mesma organização.
Além disso, outras duas pessoas perderam a vida: dois escoltas da Unidade Nacional de Proteção (UNP); Robinson Carvajalino Gómez e Sebastián Murillo Flórez, que faziam parte da equipe de segurança designada para o líder social, segundo informações da emissora Blu Radio.
Catatumbo
Velásquez promovia iniciativas comunitárias relacionadas à substituição de culturas e projetos produtivos em Catatumbo, especialmente em torno de viveiros de café e cacau. Além disso, seu trabalho se concentrava no fortalecimento de “processos de reconciliação e desenvolvimento territorial” na região, conforme explicaram na ASUNCAT.
“Ações violentas como a ocorrida em Ábrego constituem um impacto direto nos esforços de transformação territorial e reconciliação que as comunidades locais levam adiante em conjunto com as instituições do Estado e os governos locais”, destaca o comunicado.