Rio de Janeiro, 02 de Julho de 2026

Nomes de usuário no WhatsApp acendem alerta para golpes

O aplicativo de mensagens, de propriedade da Meta, vem trabalhando nesse novo recurso de nomes de usuário desde 2023.

Quinta, 02 de Julho de 2026 às 11:01, por: CdB

O aplicativo de mensagens, de propriedade da Meta, vem trabalhando nesse novo recurso de nomes de usuário desde 2023.

Por Redação, com Europa Press – de São Francisco

O novo recurso de nomes de usuário do WhatsApp tem gerado preocupação no setor devido ao risco de possíveis fraudes e falsificação de identidade, causadas pelo uso indevido do recurso ao se apropriar de nomes relacionados a figuras e instituições públicas, após um alerta emitido pelos órgãos reguladores na Índia.

Recurso de nomes de usuário no WhatsApp gera preocupação

O aplicativo de mensagens, de propriedade da Meta, vem trabalhando nesse novo recurso de nomes de usuário desde 2023, inspirado no recurso que o Telegram lançou em 2014, e que permite entrar em contato com uma pessoa por meio de um apelido, em vez do número de telefone.

Com o lançamento oficial previsto para o final deste ano, o WhatsApp anunciou esta semana que os usuários já podem reservar seu nome de usuário no aplicativo, a fim de escolher como desejam se identificar. No entanto, essa nova funcionalidade, que tem como objetivo proteger a privacidade, despertou preocupações entre especialistas em segurança cibernética, órgãos reguladores e empresas devido a possíveis problemas de falsificação de identidade.

Logo nas primeiras horas após a disponibilização desse novo recurso, já foram detectadas variações de nomes de figuras públicas, políticos e celebridades da Índia, conforme relatado pelo site de tecnologia TechCrunch.

Um exemplo foi compartilhado pelo fundador da plataforma de câmbio Binance, Changpeng Zhao, que publicou em sua conta no X (antigo Twitter) que não conseguiu reservar o apelido “cz_binance” para o WhatsApp — o identificador que ele já usa na plataforma de microblogging —, porque já havia sido reservado por outra pessoa.

Essa situação indica um possível problema de suplantação de identidade, já que uma simples variação no nome de usuário de uma conta vinculada a uma instituição ou órgão público pode fazer com que qualquer usuário caia facilmente em golpes.

Golpes

De fato, essa prática já está ocorrendo no maior mercado do aplicativo de bate-papo, que é a Índia. Em um comunicado enviado ao WhatsApp nesta quarta-feira, ao qual o veículo de comunicação citado teve acesso, o Ministério de Eletrônica e Tecnologia da Informação (MeitY) da Índia expressou sua preocupação com o potencial aumento de fraudes financeiras e suplantações de identidade.

Nessa linha, o órgão também alertou que esse recurso pode facilitar a suplantação de “pessoas físicas, autoridades públicas, instituições financeiras e órgãos governamentais”, uma vez que os usuários podem escolher nomes muito semelhantes aos de pessoas ou organizações reais.

No comunicado, solicitou-se igualmente ao WhatsApp que não realize uma implantação em massa desse recurso sem antes avaliar o marco legal e realizar consultas sobre o impacto que os nomes de usuário podem vir a ter.

Por sua vez, a Meta se defendeu diante das críticas recebidas, indicando que reserva de forma proativa os nomes de figuras públicas, instituições governamentais e certas variações desses nomes, embora não tenha detalhado o critério que segue para decidir quais variantes reserva e quais não.

Outra medida implementada é a possibilidade de os usuários reivindicarem o apelido que já utilizam no Instagram ou no Facebook, não apenas para reduzir a suplantação de identidade, mas também para manter uma identidade consistente entre as plataformas da empresa.

O WhatsApp garantiu que levará em conta os comentários de especialistas e órgãos reguladores antes de lançar a ferramenta globalmente e de forma definitiva. Além disso, o aplicativo de mensagens recomendou que os usuários escolham um nome de usuário único no WhatsApp.

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