Rio de Janeiro, 13 de Fevereiro de 2026

Museu do Louvre fecha salas após novo vazamento

Novo vazamento no Museu do Louvre causa fechamento de salas, incluindo a 707, afetando obras-primas e gerando longas filas. Entenda o ocorrido.

Sexta, 13 de Fevereiro de 2026 às 14:29, por: CdB

O Louvre informou ainda que o vazamento “atingiu um teto criado por Charles Meynier, datado de 1819, intitulado ‘O Triunfo da Pintura Francesa, Apoteose de Poussin, Le Sueur e Le Brun'”.

Por Redação, com ANSA – de Paris

Um novo vazamento de água no Museu do Louvre, em Paris, levou ao fechamento de diversas salas, entre elas, a 707, que abriga obras-primas da arte italiana, como as de Fra Angelico (1395-1455), informou a administração local em comunicado nesta sexta-feira.

Museu do Louvre fecha salas após novo vazamento | Museu do Louvre tem sofrido diversos problemas sequenciais desde outubro de 2025
Museu do Louvre tem sofrido diversos problemas sequenciais desde outubro de 2025

“Por motivos que não dependem da nossa vontade, algumas salas [do museu] foram excepcionalmente fechadas”, reforça a nota, explicando que o incidente teve início por volta das 23h30 locais de quinta-feira e foi causado em um tubo de alimentação da caldeira. O vazamento danificou o teto da sala 707, na entrada do departamento de pinturas, na Ala Denon, forçando uma intervenção dos bombeiros, que estancaram a água cerca de 40 minutos depois.

O Louvre informou ainda que o vazamento “atingiu um teto criado por Charles Meynier, datado de 1819, intitulado ‘O Triunfo da Pintura Francesa, Apoteose de Poussin, Le Sueur e Le Brun'”.

A sala 707 fica em uma das alas mais importantes e visitadas do museu, ao longo de um percurso utilizado pelos visitantes para ver a “Mona Lisa” e as obras-primas da arte veneziana.

A direção afirmou também que o novo vazamento “criou um problema na gestão do fluxo do público [nesta sexta], gerando longas filas” no Louvre.

Incidentes

Este é o mais recente episódio de incidentes que têm afetado o maior museu do mundo desde outubro, quando sofreu um roubo de joias imperiais na Galeria Apollo e fechou a Galeria Campana, por tempo provisório, por problemas estruturais.

No final de novembro, um alagamento no Louvre, também causado por problemas no sistema hidráulico, danificou cerca de 400 obras da sala de Antiguidades Egípcias.

Entre dezembro e janeiro, seus funcionários fizeram uma sequência de greves, reivindicando “melhores condições de trabalho, aumento salarial e mais empregados para combater a deterioração” do museu, fundado na capital da França no século XVIII. 

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