Schmidt iniciou a vitoriosa carreira nos anos 1970, onde defendeu as cores do Palmeiras e do Sírio. No Verdão, conquistou títulos importantes, como o Paulista de 1974, com apenas 16 anos, e o Brasileiro de 1977.
Por Redação, com CNN – de São Paulo
O ex-atleta Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP),mas não resistiu. Segundo mensagens de familiares, nas redes sociais, a lenda do esporte brasileiro já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No começo de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Schmidt iniciou a vitoriosa carreira nos anos 1970, onde defendeu as cores do Palmeiras e do Sírio. No Verdão, conquistou títulos importantes, como o Paulista de 1974, com apenas 16 anos, e o Brasileiro de 1977. No Sírio, Oscar fez parte do histórico time campeão mundial, em 1979, em um ginásio do Ibirapuera lotado. Além do ‘Mão Santa’, como era conhecido, o time paulista era comandado por Cláudio Mortari e tinha nomes como Marcelo Vido e Marquinhos Abdalla.
Na década de 1980, Oscar atuou no basquete da Itália. Na época, a liga europeia era considerada uma das mais prestigiadas do mundo, e a lenda brasileira anotou 14 mil pontos. Por lá, ele defendeu a JuveCaserta durante oito temporadas e fazendo mais de 200 jogos e conquistando uma Copa da Itália. Já no Pavia, foram três anos. Por conta da trajetória vitoriosa, Oscar teve camisas aposentadas nas duas equipes italianas.
Seleções
Em 1984, o brasileiro foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão de uma vaga na poderosa liga para continuar defendendo o Brasil. Na época, atletas da NBA não eram autorizados a defender suas seleções.
Em 1995, Oscar decidiu voltar ao basquete brasileiro e vestiu a camisa do Corinthians, se tornando campeão brasileiro no anos seguinte.
No final da carreira, Oscar também defendeu outro time de massa. Pelo Flamengo, ele levantou dois estaduais e se tornou o maior cestinha da história do esporte ao superar a marca de 46.725 pontos do ex-NBA Kareem Abdul-Jabbar.
Oscar também já vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum de Valladolid, na Espanha (entre 1993 e 1995), Banco Bandeirantes (1997 e 1998) e Mackenzie (1998 e 1999).
Era de ouro na Seleção com Oscar
Oscar Schmidt escreveu seu nome no basquete nacional cedo. Em 1977, ele foi eleito o melhor pivô do sul-americano juvenil de 1977, conquistando uma vaga na Seleção principal logo depois.
A grande conquista da carreira do Mão Santa aconteceu no Pan de Indianápolis em 1987. Na decisão, o Brasil conquistou a medalha de ouro após uma virada espetacular, resultado que se tornou a primeira derrota em casa dos Estados Unidos na história.
Nas Olimpíadas, foram cinco participações. A primeira, em Moscou, ele fez 169 pontos e ajudou o Brasil a conquistar o quinto lugar. Quatro anos depois, em Los Angeles, voltou a marcar 169 pontos.
Na edição de 1988, em Seul, Oscar foi o cestinha da competição com 338 pontos. O Mão Santa ainda vestiu o verde e amarelo em Barcelona 1992 e Atlanta 1996.