Rio de Janeiro, 18 de Abril de 2026

Morre Oscar Schimidt, herói do basquete brasileiro reconhecido no mundo

Oscar Schmidt, ícone do basquete brasileiro, faleceu aos 68 anos. Conhecido como 'Mão Santa', ele deixou um legado de conquistas no esporte.

Sexta, 17 de Abril de 2026 às 20:56, por: CdB

Schmidt iniciou a vitoriosa carreira nos anos 1970, onde defendeu as cores do Palmeiras e do Sírio. No Verdão, conquistou títulos importantes, como o Paulista de 1974, com apenas 16 anos, e o Brasileiro de 1977.

Por Redação, com CNN – de São Paulo

O ex-atleta Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira, aos 68 anos. Oscar sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levado ao Hospital Municipal Santa Ana, em Santana de Parnaíba (SP),mas não resistiu. Segundo mensagens de familiares, nas redes sociais, a lenda do esporte brasileiro já estava com a saúde debilitada após uma cirurgia. No começo de abril, o filho de Oscar, Felipe Schmidt, recebeu homenagem no lugar do pai no Comitê Olímpico Brasileiro (COB).

Morre Oscar Schimidt, herói do basquete brasileiro reconhecido no mundo | Lenda do basquete, Oscar Schimdt era conhecido por seu bom humor
Lenda do basquete, Oscar Schimdt era conhecido por seu bom humor

Schmidt iniciou a vitoriosa carreira nos anos 1970, onde defendeu as cores do Palmeiras e do Sírio. No Verdão, conquistou títulos importantes, como o Paulista de 1974, com apenas 16 anos, e o Brasileiro de 1977. No Sírio, Oscar fez parte do histórico time campeão mundial, em 1979, em um ginásio do Ibirapuera lotado. Além do ‘Mão Santa’, como era conhecido, o time paulista era comandado por Cláudio Mortari e tinha nomes como Marcelo Vido e Marquinhos Abdalla.

Na década de 1980, Oscar atuou no basquete da Itália. Na época, a liga europeia era considerada uma das mais prestigiadas do mundo, e a lenda brasileira anotou 14 mil pontos. Por lá, ele defendeu a JuveCaserta durante oito temporadas e fazendo mais de 200 jogos e conquistando uma Copa da Itália. Já no Pavia, foram três anos. Por conta da trajetória vitoriosa, Oscar teve camisas aposentadas nas duas equipes italianas.

Seleções

Em 1984, o brasileiro foi draftado pelo New Jersey Nets, mas abriu mão de uma vaga na poderosa liga para continuar defendendo o Brasil. Na época, atletas da NBA não eram autorizados a defender suas seleções.

Em 1995, Oscar decidiu voltar ao basquete brasileiro e vestiu a camisa do Corinthians, se tornando campeão brasileiro no anos seguinte.

No final da carreira, Oscar também defendeu outro time de massa. Pelo Flamengo, ele levantou dois estaduais e se tornou o maior cestinha da história do esporte ao superar a marca de 46.725 pontos do ex-NBA Kareem Abdul-Jabbar.

Oscar também já vestiu as camisas do América do Rio (1982), Fórum de Valladolid, na Espanha (entre 1993 e 1995), Banco Bandeirantes (1997 e 1998) e Mackenzie (1998 e 1999).

Era de ouro na Seleção com Oscar

Oscar Schmidt escreveu seu nome no basquete nacional cedo. Em 1977, ele foi eleito o melhor pivô do sul-americano juvenil de 1977, conquistando uma vaga na Seleção principal logo depois.

A grande conquista da carreira do Mão Santa aconteceu no Pan de Indianápolis em 1987. Na decisão, o Brasil conquistou a medalha de ouro após uma virada espetacular, resultado que se tornou a primeira derrota em casa dos Estados Unidos na história.

Nas Olimpíadas, foram cinco participações. A primeira, em Moscou, ele fez 169 pontos e ajudou o Brasil a conquistar o quinto lugar. Quatro anos depois, em Los Angeles, voltou a marcar 169 pontos.

Na edição de 1988, em Seul, Oscar foi o cestinha da competição com 338 pontos. O Mão Santa ainda vestiu o verde e amarelo em Barcelona 1992 e Atlanta 1996.

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