A patroa da vítima, Eliane Alves dos Santos, suspeita pelo caso, teve a prisão temporária decretada, e está presa desde o dia 10 de julho.
Por Redação, com CartaCapital – de São Paulo
A Polícia Civil investiga a morte de uma cozinheira que foi encontrada morta 17 dias após desaparecer em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo.

O corpo de Berenice Ramos de Aguiar, de 60 anos, foi encontrado na última sexta-feira, às margens de uma estrada de Angra dos Reis, no Estado do Rio de Janeiro.
A patroa da vítima, Eliane Alves dos Santos, suspeita pelo caso, teve a prisão temporária decretada e está presa desde o dia 10 de julho.
Berenice desapareceu no dia 30 de junho, após deixar o restaurante onde morava e trabalhava, em Ubatuba. À polícia, a patroa disse que, no dia, deu uma carona à cozinheira a um bairro da cidade. Depois disso, Berenice não foi mais vista.
A empresária também disse que, após a carona, retornou para casa, o que foi contestado por imagens de câmeras de monitoramento. O veículo de Eliane, uma caminhonete, seguiu em direção ao Rio de Janeiro na tarde do desaparecimento da vítima, e retornou na mesma noite. Imagens mostraram a caminhonete da patroa em Paraty, no litoral sul do Rio de Janeiro.
O carro da patroa foi inspecionado pela polícia, que encontrou vestígios de sangue e indícios de marcas de tiro. Ainda segundo a investigação, quando os policiais chegaram à casa da empresária, ela jogou um telefone celular em uma área de mata. A partir das evidências reunidas, a Polícia Civil passou a investigá-la por suspeita de homicídio.
Segundo familiares, Berenice trabalhava no restaurante de Eliane, em Ubatumirim, havia cerca de quatro meses e estaria negociando sua rescisão trabalhista com a patroa, motivo de divergência entre as duas. O crime teria sido cometido para evitar o pagamento.
Investigação
A polícia segue investigando o caso. Os policiais aguardam a conclusão do laudo necroscópico para esclarecer a morte da cozinheira. O documento também deve ajudar a responder se Berenice já estava morta quando foi levada para a área de mata ou se morreu no local onde o corpo foi encontrado.
Outra questão perseguida pela Polícia é sobre a suposta participação de mais pessoas no crime. Há uma hipótese de que a empresária tenha contado com ajuda para retirar o corpo da vítima da caminhonete e ocultá-lo na área de mata em Angra dos Reis. A empresária Eliane Alves dos Santos deverá prestar um novo depoimento à Polícia Civil nos próximos dias.