Rio de Janeiro, 20 de Outubro de 2026

Milton Leite é transferido após denúncia de privilégios na cadeia

O ex-vereador é suspeito de envolvimento em um esquema de ligação entre o PCC e o setor de transporte público de São Paulo.

Terça, 20 de Outubro de 2026 às 13:01, por: CdB

O ex-vereador é suspeito de envolvimento em um esquema de ligação entre o PCC e o setor de transporte público de São Paulo.

Por Redação, com CartaCapital – de São Paulo

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite foi transferido nesta terça-feira da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, após denúncias de regalias na prisão.

O ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo Milton Leite

O local para onde Milton Leite será levado ainda não foi informado. O caso tramita em segredo de Justiça.

A transferência acontece em meio a uma apuração conduzida pelo Ministério Público paulista sobre supostos privilégios a Leite no sistema prisional, como visitas de políticos e amigos fora dos dias e dos horários permitidos, inclusive à noite e aos fins de semana. O suposto favorecimento seria viabilizado por um carcereiro.

Entre os políticos que visitaram Leite sem autorização formal estão o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, e os deputados estaduais Delegado Olin (PP) e Rogério Franco (PL).

Milton Leite está preso sob suspeita de envolvimento em um esquema de ligação entre o PCC e o setor de transporte público de São Paulo.

Operação

A Polícia Federal deflagrou, nesta terça-feira, a Operação Dux para combater crimes de contrabando e descaminho, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A ação cumpre 36 mandados de busca e apreensão nos municípios de São José do Rio Preto, Catanduva, Olímpia, Severínia e Franca, no interior paulista.

As ordens judiciais foram expedidas pela 1ª Vara Federal de São José do Rio Preto-SP e determinam também a indisponibilidade de bens e valores dos investigados, a aplicação de medidas cautelares e a suspensão de perfis em redes sociais utilizados na comercialização de aparelhos eletrônicos vinculados ao grupo.

As investigações identificaram uma rede clandestina de importação de produtos eletrônicos, especialmente celulares, associada a movimentações financeiras superiores a R$ 460 milhões. Segundo a apuração, o grupo utilizava empresas e pessoas sem capacidade econômica compatível com as operações para movimentar recursos sem lastro e para ocultar o patrimônio dos reais proprietários.

Durante as buscas, foram apreendidos veículos e aparelhos eletrônicos. Os investigados poderão responder, conforme a participação de cada um, pelos crimes de contrabando e descaminho, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

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