Ao todo, estão previstos 203 compromissos, entre eles 61 desfiles, 88 apresentações e 54 eventos, com expectativa de receber cerca de 141 mil visitantes na cidade.
Por Redação, com ANSA – de Milão
A cidade de Milão, no norte da Itália, voltará a ser o epicentro da moda entre 22 e 27 de setembro, quando receberá mais uma edição da Semana de Moda, que promete alcançar números recordes de participação e programação.

Ao todo, estão previstos 203 compromissos, entre eles 61 desfiles, 88 apresentações e 54 eventos, com expectativa de receber cerca de 141 mil visitantes na cidade.
Segundo Carlo Capasa, presidente da Câmara Nacional da Moda Italiana, esta é a edição com “o maior número de eventos programados nos últimos anos”.
O calendário será aberto com o desfile da Prada, em 22 de setembro, e terminará com Giorgio Armani, no dia 27.
O evento também reforçará a relação entre a indústria da moda e a cidade. Para o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, a parceria tem produzido impactos positivos tanto para a economia local quanto para o turismo.
– Ao longo dos meus mandatos, trabalhei para fortalecer a relação com a indústria da moda. Essa colaboração gera, e continuará gerando, benefícios significativos – afirmou Sala.
De acordo com ele, Milão funciona como uma vitrine para o setor e registra “um grande impulso no turismo” durante o período. “Essa sinergia deve ir além do escopo restrito do evento e dos desfiles em si”, afirmou.
Entre os principais destaques está o “Vogue World: Milan”, marcado para a noite de abertura e com 500 convidados na Galleria Vittorio Emanuele. A realização do evento no local, segundo Sala, representa uma exceção, já que a cidade raramente autoriza o uso da galeria para esse tipo de ocasião.
Como contrapartida, a Vogue financiará a reforma da biblioteca municipal de Quarto Oggiaro, em um investimento de 2 milhões de euros.
Para o prefeito de Milão, a iniciativa demonstra o esforço de aproximar a moda do público e garantir que os benefícios gerados pela indústria alcancem diferentes áreas da cidade.
A abertura oficial também contará com um jantar de gala no Palazzo Reale, em 23 de setembro, que marcará o lançamento da exposição “Dalí e a Moda”. A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, foi convidada para a ocasião.
A programação desta edição inclui ainda a estreia dos novos diretores criativos da Moschino, Loris Messina e Simone Rizzo, fundadores da marca Sunnei. Eles apresentarão pela primeira vez uma coleção mista (co-ed) à frente da grife.
Marques’Almeida
As passarelas milanesas também receberão pela primeira vez as marcas portuguesas Marques’Almeida, vencedora de uma edição anterior do Prêmio LVMH, e Miguel Vieira.
A Semana de Moda ainda será marcada por aniversários importantes. A The Attico comemora 10 anos, a Gianvito Rossi celebra duas décadas e a Hogan completa 40 anos.
Além dos desfiles e apresentações, a programação busca ampliar o acesso do público à indústria. Entre as iniciativas está o Fashion Hub, dedicado à criatividade emergente, no Palazzo Morando. O desfile de Antonio Marras, em 23 de setembro, será realizado no Jardim Vincenzo Muccioli.
Ao todo, os 203 compromissos previstos incluem 61 desfiles — 54 presenciais e sete digitais —, 88 apresentações, quatro delas com hora marcada, e 54 outros eventos.
A programação começa oficialmente em 22 de setembro, com o desfile da Prada, e termina cinco dias depois, em 27 de setembro, com Giorgio Armani.
A partir do primeiro dia, os participantes também poderão chegar à Semana de Moda a bordo de um trem da Frecciarossa com identidade visual exclusiva, criado especialmente para o evento em parceria com a companhia ferroviária.
A forte programação ocorre em um momento em que a moda demonstra novamente seu poder de movimentar a cidade. Após o lançamento nos cinemas de O Diabo Veste Prada 2, o bairro de Brera registrou aumento expressivo no fluxo de visitantes, reforçando a conexão entre moda, cultura, turismo e a própria identidade de Milão.