O conjunto comandado pela treinadora Camila Ferezin obteve a nota 29.450, a maior de toda a temporada na modalidade.
Por Redação, com ACSs – de Frankfurt, Alemanha
O Brasil conquistou, neste domingo, suas duas primeiras medalhas de ouro na história do Mundial de ginástica rítmica. O conjunto brasileiro subiu ao topo do pódio na apresentação com cinco bolas e também na série mista – com três arcos e dois pares de maças.

Na rotina com as bolas, Maria Eduarda Arakaki, Sofia Pereira, Maria Paula Caminha, Mariane Gonçalves e Julia Kurunczi se apresentaram ao som de ‘Feeling Good’, de Anthony Newley e Leslie Bricusse, na gravação de Michael Bublé. O conjunto comandado pela treinadora Camila Ferezin obteve a nota 29.450, a maior de toda a temporada na modalidade. Completaram o pódio as equipes da China, com 28.900, e da Bulgária, com 28.400.
Execução
Na série mista, a canção escolhida foi ’Abracadabra’, sucesso de Lady Gaga. Maria Eduarda Arakaki, Maria Paula Caminha, Mariana Gonçalvez, Sofia Pereira e Nicole Pircio obtiveram outra nota 29.450, com excelente execução. Ficaram à frente de Espanha (29.050) e Bulgária (28.750).
— É difícil encontrar palavras para um momento como este. Quando assumi a seleção brasileira, éramos a 26ª equipe do mundo. Existia um sonho enorme, mas também sabíamos o tamanho do caminho que precisaríamos percorrer. Hoje, olhar para essas meninas e poder dizer que somos campeãs mundiais é algo quase surreal. É a realização de um sonho que foi construído todos os dias, durante muitos anos — comemorou Ferezin.
A equipe brasileira já havia obtido, na véspera, a medalha de bronze na prova do conjunto geral (com as duas apresentações, com bolas e mista), o que lhe rendeu vaga antecipada nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles. Na ocasião, havia tido desempenho melhor na apresentação da série mista do que na série com as bolas.
Mundial
A técnica também deixou um recado para as meninas brasileira que estão iniciando sua trajetória na ginástica rítmica. Empolgada com o reconhecimento que passaram a ter no ano passado, com as medalhas no Mundial do Rio de Janeiro, ela quer mais.
— Espero que, a partir de hoje, toda menina que esteja começando na ginástica rítmica em qualquer lugar do Brasil olhe para estas medalhas e saiba que ela também pode sonhar grande. Durante muito tempo, chegar ao topo do mundo parecia algo muito distante para nós. Hoje, não é mais. O Brasil é campeão mundial. E ninguém poderá tirar isso da história — concluiu.