O avanço da planta ilustra uma transformação direta na matriz de cultivo canadense nas últimas cinco décadas. Em 1971, o tabaco em folha não destalado era a terceira cultura comercial mais importante do país.
Por Redação, com Reuters – de Brasília e Montreal
A cannabis consolidou-se como a quinta cultura agrícola mais rentável do Canadá em 2025, gerando US$ 3,0 bilhões em receitas em dinheiro para as fazendas, segundo dados oficiais do governo canadense divulgados nesta segunda-feira. O montante representa 5,8% do total arrecadado com plantações no ano e supera em quase US$ 1 bilhão as receitas da batata, que ocupa a sexta posição.

O avanço da planta ilustra uma transformação direta na matriz de cultivo canadense nas últimas cinco décadas. Em 1971, o tabaco em folha não destalado era a terceira cultura comercial mais importante do país, responsável por 7,2% das receitas agrícolas. Em 2025, embora a receita absoluta do tabaco tenha permanecido quase inalterada em relação a meio século atrás, sua participação despencou para apenas 0,3% do total. O espaço histórico e comercial da folha de tabaco foi substituído pelo botão de cannabis.
O faturamento bilionário da cannabis integra um ano de quebra de recordes para o agronegócio canadense. Em 2025, as receitas totais das fazendas atingiram a marca inédita de US$ 102,2 bilhões, um crescimento de 4,7% em relação ao ano anterior.
Anvisa
Dentro deste cenário, as culturas agrícolas responderam pela maior fatia da arrecadação (51,0%), lideradas pela canola (US$ 12,1 bilhões) e pelo trigo (US$ 8,5 bilhões). A liderança das plantações consolida uma inversão estrutural iniciada em meados dos anos 2000; em 1971, a pecuária e seus derivados dominavam 57,1% das receitas do setor no país.
No cenário interno, segundo as recentes Resoluções da Diretoria Colegiada (RDCs) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamentam a produção de cannabis com fins medicinais no Brasil; além do novo marco regulatório para a fabricação e importação de produtos de cannabis, a produção ainda é restrita.
Discutidas e aprovadas na 1ª Reunião Pública da Diretoria Colegiada (Dicol) de 2026, realizada no dia 28 de janeiro, as normas representam respostas regulatórias baseadas em evidências científicas e sinalizam um novo cenário para pacientes, indústria a associações.