Segundo o porta-voz do quartel-general do comando militar de Khatam al-Anbiya, em Teerã, o país não permitirá “que nem um litro de petróleo chegue aos EUA, aos sionistas (Israel) e seus parceiros”.
Por Redação – de Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) monitorava, de perto, a determinação de o Irã realizar “ataques recíprocos” aos países do Oriente Médio que mantêm relações com seus inimigos, no caso, os EUA e Israel. Segundo o comando militar iraniano, os EUA não conseguirão controlar os preços do petróleo.

Segundo o porta-voz do quartel-general do comando militar de Khatam al-Anbiya, em Teerã, o país não permitirá “que nem um litro de petróleo chegue aos EUA, aos sionistas (Israel) e seus parceiros”.
— Qualquer embarcação ou petroleiro com destino a eles será um alvo legítimo. Preparem-se para o barril de petróleo chegar a US$ 200, porque o preço do petróleo depende da segurança regional, que vocês desestabilizaram — apontou o porta-voz Ebrahim Zolfaqari.
Intervenção
O tema foi alvo de análise junto ao presidente Lula, principalmente sobre a alta do petróleo. Por enquanto, segundo o ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira, presente à reunião, a Petrobras não pretende, ainda, promover uma intervenção relacionada aos preços dos combustíveis.
Em meio a um preço do petróleo mais elevado, em função dos desdobramentos da guerra no Irã, Silveira foi questionado sobre o assunto durante audiência em comissão do setor na Câmara dos Deputados.
Silveira disse, ainda, que foram discutidas medidas que poderiam ser tomadas sobre os impactos da alta do petróleo, em momento em que o mercado já registra repasses de preços dos combustíveis nos postos brasileiros, apesar de a Petrobras estar segurando suas cotações. Segundo o ministro, cometem um “equívoco aqueles que acham que o governo vai interferir na Petrobras”.