O contexto amplia as preocupações com a inflação e com os impactos sobre setores estratégicos, como o transporte rodoviário de cargas (TRC), que dependem diretamente da estabilidade no preço dos combustíveis.
Por Redação, com Reuters – de Washington
A escalada das tensões no Oriente Médio impulsionou a instabilidade no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo, de acordo com a U.S. Energy Information Administration (EIA). O cenário reacendeu o alerta nos mercados e já provoca reflexos relevantes na economia global.

Segundo a agência inglesa de notícias Reuters, a possibilidade de interrupções no fluxo internacional da commodity já elevou o preço do barril em 13%, que nesta quinta-feira já havia superado o valor de US$ 83. No Brasil, os efeitos começam a se materializar na pressão sobre os preços da gasolina e do diesel nas refinarias; além do aumento dos custos logísticos decorrentes de desvios de rotas marítimas e do encarecimento do frete internacional.
O contexto amplia as preocupações com a inflação e com os impactos sobre setores estratégicos, como o transporte rodoviário de cargas (TRC), que dependem diretamente da estabilidade no preço dos combustíveis para manter competitividade e previsibilidade operacional.
Logística
Para Carlos Panzan, presidente da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de São Paulo (FETCESP), o cenário é preocupante para a região, que exerce papel estratégico na logística nacional.
— O TRC paulista já opera com margens pressionadas e enfrenta desafios estruturais. Quando há uma alta expressiva no combustível, as empresas precisam renegociar contratos, rever tabelas de frete e lidar com um ambiente de insegurança econômica — observou.
O diesel representa uma das maiores parcelas do custo operacional das transportadoras.