Rio de Janeiro, 12 de Abril de 2026

Lula prioriza segurança e indica criação de novo ministério

Lula adota discurso rígido sobre segurança pública para atrair eleitorado de centro, diante do aumento da criminalidade e crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas.

Domingo, 12 de Abril de 2026 às 16:36, por: CdB

Ajuste de posicionamento visa atrair o eleitorado de centro, diante da crescente preocupação dos brasileiros com a criminalidade.

Por Redação, com Brasil 247 – de Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a adotar um discurso mais rígido na área de segurança pública diante do avanço do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais, buscando ampliar sua conexão com o eleitorado de centro. A estratégia inclui declarações mais duras contra o crime organizado e propostas de punições mais severas, em meio a um cenário de maior preocupação da população com a violência, segundo levantamento do instituto Quaest, informa odiário conservador carioca O Globo.

Lula prioriza segurança e indica criação de novo ministério | O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O movimento ocorre após pesquisas recentes indicarem crescimento de Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Levantamento do Datafolha divulgado no sábado mostrou o senador numericamente à frente em um eventual segundo turno, com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula, dentro da margem de erro. Os dados também apontam altos índices de rejeição para ambos os nomes.

Mudança de postura

A mudança de postura do presidente inclui a incorporação de um tom mais punitivista, tradicionalmente associado a setores da direita. Em entrevista nesta semana, Lula abordou críticas recorrentes sobre a impunidade no país ao afirmar: “Precisamos ter uma discussão profunda sobre o papel do Poder Judiciário. Os governadores todos se queixam: a polícia prende um ladrão, e dependendo da fama dele, é solto no dia seguinte”.

Além disso, o presidente tem sinalizado a intenção de defender penas mais duras para crimes como violência contra mulheres, pedofilia e atuação de facções criminosas. A avaliação dentro do governo é que a abordagem precisa ser mais enfática, acompanhando uma demanda social crescente por maior rigor no combate à criminalidade.

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