Estudo da Coppe-UFRJ projeta 50 quilômetros de extensão, 29 estações e conexão entre Rio, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí.
Por Redação, com Agenda do Poder – do Rio de Janeiro
Um novo estudo desenvolvido pela Coordenação dos Programas de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) sobre a implantação da Linha 3 do metrô pretende conectar Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo e Itaboraí por meio de um sistema ferroviário de alta capacidade. A proposta integra o projeto Prisma e busca oferecer uma alternativa mais rápida e eficiente para a mobilidade na Região Metropolitana.

O traçado preliminar prevê cerca de 50 quilômetros de extensão, 29 estações e trens com velocidade máxima de 80 km/h. De acordo com os pesquisadores, os intervalos entre as composições poderão chegar a apenas 90 segundos, ampliando significativamente a capacidade de transporte de passageiros.
Pelo desenho apresentado, a linha teria início na estação Carioca, no Centro do Rio, seguindo até o Aeroporto Santos Dumont. Em seguida, cruzaria a Baía de Guanabara em direção a Niterói, avançando por São Gonçalo até chegar a Itaboraí.
Deslocamento
Um dos principais benefícios apontados pelo estudo é a redução do tempo de deslocamento. O percurso entre Icaraí, em Niterói, e o Aeroporto Santos Dumont, que atualmente pode levar cerca de 75 minutos de carro em horários de maior movimento, seria realizado em aproximadamente 11 minutos pelo metrô.
Em Niterói, o traçado prevê estações na UFF, Praça do Rink, Icaraí, Santa Rosa, Noronha Torrezão e Alameda Boaventura. Já em São Gonçalo, as paradas incluiriam bairros e pontos estratégicos como Barreto, Neves, Paraíso, Zé Garoto, Alcântara, Vista Alegre, Marambaia e Manilha. Em Itaboraí, o projeto contempla estações próximas ao Itaboraí Plaza, BR-101, Arena Rua 100, Centro e Venda das Pedras.
Beneficiados
Segundo a Coppe/UFRJ, a Linha 3 tem potencial para atender uma população de cerca de 1,7 milhão de habitantes, região que atualmente depende fortemente do transporte rodoviário e enfrenta longos tempos de deslocamento diariamente.
A proposta não é nova. A ideia de uma ligação metroviária entre Rio e Niterói surgiu em 1968, com a previsão de um túnel sob a Baía de Guanabara. Desde então, diversos estudos foram realizados ao longo das décadas, mas a obra nunca saiu do papel.
O levantamento atual ainda está em fase de elaboração e inclui estudos de demanda, estimativas de custos, análise de viabilidade econômico-financeira e modelagem para uma futura licitação. Os resultados dessas etapas serão decisivos para definir se o projeto poderá avançar para a fase de implantação.