Rio de Janeiro, 04 de Fevereiro de 2026

Laura Fernández vence eleição presidencial na Costa Rica

Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, vence eleição presidencial na Costa Rica com 48,5% dos votos e promete medidas rigorosas contra a criminalidade.

Segunda, 02 de Fevereiro de 2026 às 11:55, por: CdB

Tida como herdeira do atual presidente, Rodrigo Chaves, Fernández derrotou o opositor Álvaro Ramos, do Partido Democrata, com 48,5% dos votos após apuração de 88,4% das urnas.

Por Redação, com ANSA – de San José

A candidata conservadora de direita Laura Fernández, do Partido Soberano do Povo, venceu a corrida presidencial na Costa Rica ainda no primeiro turno, realizado no domingo. Ela é a segunda mulher a ser eleita chefe de Estado no país, atrás de Laura Chinchilla, que governou de 2010 a 2014.

Laura Fernández vence eleição presidencial na Costa Rica | Fernández tem programa de governo inspirado em El Salvador
Fernández tem programa de governo inspirado em El Salvador

Tida como herdeira do atual presidente, Rodrigo Chaves, Fernández derrotou o opositor Álvaro Ramos, do Partido Democrata, com 48,5% dos votos após apuração de 88,4% das urnas. Ela precisava obter maioria de 40% para ser eleita ainda no primeiro turno. Já o candidato de esquerda obteve 32,12% dos votos.

Com um programa de medidas inspiradas na estratégia do líder de El Salvador, Nayib Bukele, a nova presidente pretende criar um grande presídio e impor estado de emergência em áreas controladas por narcotraficantes.

– Implementarei medidas rigorosas que nos permitam tirar os criminosos das ruas e colocá-los onde devem estar: na prisão – disse Fernández durante a campanha eleitoral. Bukele, apoiado por Donald Trump, dos Estados Unidos, já a parabenizou pela vitória.

Criminalidade

Grupos de direitos humanos alertam contra a replicação do modelo do presidente de El Salvador, que apresentou resultados espetaculares no combate à criminalidade, mas sacrificou os direitos de milhares de pessoas presas sem acusação formal. Para eles, Fernández será “um mero instrumento da agenda populista de Chaves” e temem que seu papel seja o de manter o cargo temporariamente até que ele possa retornar ao poder.

Membros do partido governista já afirmaram que buscarão alterar a Constituição para que Chaves não precise esperar oito anos para concorrer de novo ao cargo. Ao mesmo tempo, Fernández não descartou a possibilidade de incluir o atual mandatário em seu gabinete. 

Edições digital e impressa