Rio de Janeiro, 03 de Abril de 2025

Justiça proíbe presidente de sair da Coreia do Sul

Durante audiência parlamentar, um funcionário dos serviços de imigração do Ministério da Justiça, Bae Sang-up, disse que a proibição já tinha sido assinada.

Segunda, 09 de Dezembro de 2024 às 10:28, por: CdB

Durante audiência parlamentar, um funcionário dos serviços de imigração do Ministério da Justiça, Bae Sang-up, disse que a proibição já tinha sido assinada.

Por Redação, com Lusa – de Seul

O Ministério da Justiça da Coreia do Sul informou, nesta segunda-feira, que proibiu o presidente Yoon Suk-yeol de viajar para o estrangeiro enquanto estiver sob investigação devido à imposição da lei marcial, na semana passada.

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Yoon Suk-yeol é investigado depois de decretar lei marcial

Durante audiência parlamentar, um funcionário dos serviços de imigração do Ministério da Justiça, Bae Sang-up, disse que a proibição já tinha sido assinada.

Pouco antes, na mesma sessão, o procurador-chefe do Gabinete de Investigação de Corrupção para Funcionários de Alto Nível, Oh Dong-woon, afirmou que tinha solicitado a proibição.

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O gabinete, conhecido como CIO, é um dos vários órgãos de segurança e judiciais, incluindo o Ministério Público e a polícia, que investigam as circunstâncias em torno da imposição da lei marcial por parte de Yoon.

Horas antes, a imprensa local tinha informado que a polícia sul-coreana considerava também a possibilidade de proibir o presidente de viajar para o estrangeiro, enquanto investiga denúncias de acusação traição, rebelião e abuso de poder.

Lei marcial

O principal partido da oposição da Coreia do Sul classificou a imposição da lei marcial por parte de Yoon como “rebelião inconstitucional e ilegal ou golpe”.

O Partido Democrático (PD) apresentou queixas à polícia contra pelo menos nove pessoas, incluindo Yoon e o ex-ministro da Defesa.

Os procuradores sul-coreanos detiveram no domingo o ex-ministro da Defesa Kim Yong-hyun, que teria recomendado que Yoon declarasse a lei marcial.

Embora o presidente tenha imunidade contra processos judiciais enquanto estiver na função, o mesmo não se aplica a denúncias de rebelião ou traição.

Também nesta segunda-feira, a oposição criticou o Partido Popular do Povo (PPP), no poder, por se recusar a destituir Yoon.

– Por mais que tentem justificar, este é um segundo ato de rebelião e um segundo golpe, ilegal e inconstitucional – disse Park Chan-dae, líder parlamentar do PD.

No sábado, Yoon escapou por pouco de uma primeira moção de destituição, submetida ao Parlamento. O PPP boicotou e invalidou a votação por falta de quórum.

Em comunicado, o PPP afirmou ter obtido, em troca do bloqueio da moção, a promessa de que Yoon se retiraria para deixar o governo do país à sua formação e ao primeiro-ministro.

– Mesmo antes da retirada, o presidente não interferirá nos assuntos de Estado, nem nos assuntos externos – certificou o líder do PPP, Han Dong-hoon, no domingo.

Parlamento sul-coreano

O presidente do Parlamento sul-coreano, Won Woo-shik, disse que “o exercício conjunto da autoridade presidencial pelo primeiro-ministro e pelo partido no poder é clara violação da Constituição”.

Para Kim Hae-won, professor de direito constitucional na Escola Nacional de Direito de Busan, esse acordo é semelhante a um “golpe de Estado silencioso”.

Domingo, o PD anunciou que vai tentar novamente destituir o presidente, no dia 14 de dezembro.

Yoon proclamou a lei marcial em 3 de dezembro, medida que foi suspensa seis horas depois.

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