Em 2018, 20 jornalistas e trabalhadores de veículos de imprensa morreram e outros 20 ficaram feridos em incidentes relacionados com o exercício da profissão.
Em 2018, 20 jornalistas e trabalhadores de veículos de imprensa morreram e outros 20 ficaram feridos em incidentes relacionados com o exercício da profissão.
Por Redação, com EFE - de Cabul
Uma jornalista e assessora da Câmara Baixa do Parlamento do Afeganistão, Mina Mangal, foi assassinada neste sábado a tiros em Cabul, de acordo com um comunicado divulgado pelo porta-voz do Ministério do Interior, Nasrat Rahimi.
Mina Mangal
– Por enquanto ninguém foi detido, embora a investigação já tenha começado – disse Rahimi.
O porta-voz da polícia de Cabul, Ferdaws Faramarz, indicou à agência espanhola de notícias EFE que as autoridades não descartaram nenhuma opção, embora tenha esclarecido que o pai da vítima apontou para uma pessoa que poderia estar por trás do assassinato, sem fornecer mais detalhes.
A delegação da União Europeia no Afeganistão recorreu ao Twitter para expressar "comoção, tristeza e consternação" diante da morte de Mangal.
"A União Europeia pede uma investigação rápida".
Em 2018, 20 jornalistas e trabalhadores de veículos de imprensa morreram e outros 20 ficaram feridos em incidentes relacionados com o exercício da profissão, o ano mais mortal para os profissionais de comunicação no país segundo dados da organização em apoio à liberdade de imprensa no Afeganistão "NAI".
Dez jornalistas foram assassinados em apenas um dia em 30 de abril, nove deles em um ataque suicida em Cabul, enquanto o décimo foi assassinado por desconhecidos na província de Khost (sudeste).
O Afeganistão é um dos países do mundo para o exercício da jornalista.
A nação asiática ocupa o posto 121 de 180 países no índice de liberdade de imprensa de 2019 da organização Repórter Sem Fronteiras (RSF) e neste ano três jornalistas e um blogueiro já foram assassinados.